domingo, 17 de julho de 2011

FESTIVAL DE FÉRIAS - A BELA E A FERA

Férias sem Disney não são férias de verdade. Por isso, a sugestão deste domingo é reunir a família para assistir um clássico da animação, A Bela e a Fera (1991). O desenho entrou para a história do cinema ao ser o primeiro longa do gênero a ultrapassar a barreira dos cem milhões de dólares nas bilheterias de todo o mundo e ao ser o único da categoria a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme até 2010, quando a Academia de Cinema ampliou o número de concorrentes. Além desses motivos, o roteiro excepcional e o visual rico em detalhes e cores conquistaram as platéias e o carinho pelo filme vem sendo passado de geração para geração. Baseado no conto homônimo escrito por Jeanne-Marie Le Prince de Beaumont, a obra alia perfeitamente inocência com certa dose de ousadia por parte do estúdio, que usou técnicas de computação gráfica e desenho tradicional para criar cada fotograma.

A história é conhecida. O prólogo rápido nos situa do passado do protagonista masculino. Na França do século 18, um príncipe muito bonito e rico, porém arrogante, vivia em meio a luxos e muitos criados, mas pela sua soberba pagou muito cara. Certa noite muito fria, uma velha mendiga bateu em sua porta oferecendo uma rosa em troca de abrigo para se proteger da neve e do frio. O príncipe recusa a oferta e a manda ir embora. Ela o aconselha a não deixar-se enganar pelas aparências externas, pois nem tudo é o que parece. Dito e feito. Quando o rapaz voltou a expulsá-la, ela mostrou sua verdadeira face: a de feiticeira. O príncipe tentou pedir perdão, mas era tarde, ela percebeu que não havia amor no coração dele e o castigou transformando-o em uma fera horrenda. A bruxa lançou uma maldição no castelo e em todos os que lá viviam, assim cada um deles foi transformado em um tipo de objeto. Horrorizado por sua monstruosa aparência, a Fera, como ficou conhecido, se enclausurou no castelo e um espelho mágico era sua única janela para o mundo exterior. A rosa oferecida pela mendiga era encantada e iria se manter viva por muitos anos, mas se até a última pétala cair ele não descobrisse o amor e fosse correspondido, ele estaria condenado a permanecer por toda a eternidade na pele daquela besta.


O tempo foi passando e a Fera foi perdendo as esperanças de que um dia seria libertado da maldição, isso até que um bondoso velhinho aparece em seu castelo. Maurice estava viajando quando se perdeu na floresta e por pouco não foi devorado por lobos. Ele acaba indo procurar abrigo no território proibido sem saber quem habitava o local, mas já era tarde. Bem recebido pelos "objetos-criados" inicialmente, sua ousadia em invadir a propriedade o levou a ser prisioneiro. Quando sabe o que aconteceu, Bela, sua amável e bonita filha, se desespera e se oferece para ficar em seu lugar no confinamento. A proposta é aceita e vista com bons olhos por quase todos naquele lugar, exceto para o relógio Horloge e para a própria Fera. Aos poucos o jeito meigo e cativante da jovem acaba amolecendo o coração do dono do castelo e a esperança de que tudo voltará ao normal renasce. O amor entre duas pessoas tão diferentes surge, mas a interferência de Gaston, um valentão que deseja se casar com Bela, pode complicar esse bem-vinda relação. O pior é que o tempo para evitar que a magia se concretize definitivamente está acabando.

Na época do lançamento, o gênero de animação estava em baixa nos cinemas, apenas A Pequena Sereia dois anos antes tinha dado resultados satisfatórios de bilheterias. A surpreendente recepção do público e crítica a esta obra que, além de exuberante em todos os sentidos, também traz belas mensagens como amar o próximo visando seus sentimentos e não seu aspecto físico, abriu caminho para um reaquecimento das produções de desenhos, inclusive dentro da própria Disney, e renovou o interesse do público nos espetáculos musicais. A versão dos palcos deste conto de fadas também preparou o terreno para que as obras seguintes do estúdio ganhassem suas versões com atores de verdade e ao vivo.


A Bela e a Fera continua sendo um dos mais belos trabalhos de animação da Disney e honrou o privilégio de ocupar a vaga de 30º longa do gênero do estúdio. A criatividade dos animadores ajudou a criar um vasto material que rende frutos até hoje. Além dos mencionados espetáculos teatrais e dos tradicionais produtos para venda como materiais escolares e roupas, os personagens renderam ainda outras produções lançadas diretamente para o consumo doméstico, como O Natal Encantado da Bela e a Fera e O Mundo Mágico de Bela, mas é certo que podem lançar quantas continuações quiserem, mas o nível de beleza e emoção do original jamais será alcançado. Aproveite o domingo para rever ou se encantar pela primeira vez com este clássico e curtir a bela trilha sonora, uma das mais bem sucedidas de todos os tempos na história do cinema, cujas letras continuam na ponta da língua de muita gente. Não por acaso, a produção foi agraciada com dois Oscars pela sua parte musical.

2 comentários:

Rafael W. disse...

Belissimo filme da Disney, muito bonito mesmo.

http://cinelupinha.blogspot.com/

renatocinema disse...

Bela animação. Para o estilo Disney uma obra marcante, tocante e sensível. Imperdível.

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