quarta-feira, 30 de novembro de 2011

ESQUECERAM DE... INSTITUTO DE BELEZA VÊNUS


O cinema francês infelizmente não goza de um grande prestígio no Brasil. Até mesmo entre os que gostam de produções do circuito alternativo existem aqueles que teimam na idéia de que os filmes da França são chatos, arrastados e na maioria das vezes não chega a lugar algum. Porém, existem exceções. Uma pena que elas ganhem títulos que para muitos se tornam piada. Os estrangeiros tem a tradição de batizar suas obras cinematográficas com uma única palavra enigmática ou então capricham na escolha de elementos que aparentemente não refletem a idéia do longa. E o que dizer de um título que realmente tem a ver com o enredo, mas que pode soar como piada? É o que acontece com Instituto de Beleza Vênus (1998), uma elogiada produção feita sob medida para agradar ao público feminino que obviamente ficou restrita a um público restrito. Para os habituados a filmes mais cults o título é excepcional, mas para o povão nem precisa dizer que ele cai na gargalhada logo comparando a nome de salão de cabeleireiro de esquina.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

JOGOS MACABROS E LUCRATIVOS


 
Dois estranhos, interpretados pelos desconhecidos Cary Elwes e Leigh Whannell, este último também é responsável pelo roteiro, despertando dentro de um banheiro imundo e cheio de sangue. Ambos acorrentados e sem a menor idéia de onde estão e do que aconteceu. Entre eles existe um cadáver e para saírem de lá descobrem que a automutilação é o caminho e que os dois não poderiam ficar vivos. Esta cena não é o ápice de Jogos Mortais, pelo contrário, é só a primeira sequência torturante entre tantas outras que virão a seguir. O impacto desta introdução felizmente é mantido durante todo o longa-metragem construído em cima de uma história macabra e insana que foi produzido em 2004 com o intuito de saciar a sede de sangue dos adeptos dos filmes de terror que não aguentavam mais o catchup expelido por adolescentes bobocas sendo massacrados por sádicos mascarados. O roteiro tem como proposta mostrar até que ponto um indivíduo pode chegar para garantir sua sobrevivência, mas não espere um material para uma tese. Quem comanda os tais jogos mortais é o assassino Jigsaw, vivido por Tobin Bell. Seu nome significa enigma. Ele é chamado assim por causa de uma cicatriz em forma de quebra-cabeças que ele deixa na pele de suas vítimas, assim obrigando-as a cometerem verdadeiras atrocidades não só nos corpos dos outros, mas também em seus próprios. Na mente psicótica desse criminoso, a tortura é a melhor forma de fazer uma pessoa compreender o valor da vida. Se ela consegue escapar da armadilha que ele monta, ela é uma vitoriosa e começa a ver as coisas com outros olhos ou, em outras palavras, fica tão cheia de ódio dentro de si que passa a perpetuar a onda de violência. No elenco, o único nome mais famoso é o de Danny Glover escalado para viver o tenente que conduz as investigações e que acaba criando uma obsessão enlouquecida para encontrar o assassino. O espectador acompanha a história ora em tempo real, ora em flashback, roendo as unhas de tanta tensão graças a eficiente direção de James Wan que capricha nos takes escatológicos e para captar o sofrimento dos torturados. Apesar de toda a inovação na narrativa e no visual, o longa não escapa do clichê do criminoso mascarado, mas ainda assim surpreende. Ele conduz seus jogos através de uma televisão e aparece como um sinistro boneco com voz disfarçada.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

ROBIN WILLIAMS, UM ATOR QUASE PERFEITO


Ele é um dos atores mais populares do cinema americano. Tem em seu currículo grandes sucessos de bilheteria, personagens marcantes e é muito conhecido pelos papéis cômicos, apesar de sempre ter buscado seu espaço em outros gêneros, muitas vezes com êxito. Também pode ser considerado o grande responsável pela valorização da dublagem, atividade praticamente ignorada por muitos. Robin Williams sem dúvida construiu uma carreira brilhante, mesmo ingressando no mundo cinematográfico quando já era adulto. Se na frente das câmeras ele demonstra entusiasmo e ser bem sucedido, atrás delas as coisas não são bem assim. O ator já passou por problemas graves ligados a vícios e hoje agradece aos céus por estar vivo e ainda lembrado por público, crítica, diretores e produtores.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

ESQUECERAM DE... A RODA DA FORTUNA

Os famosos irmãos Coen desde os primeiros passos no mundo do cinema nunca passaram despercebidos, tendo o apoio da crítica quase que integralmente. Há anos suas obras são consideradas cults e as várias passagens por premiações acabaram ampliando e diversificando seu público. Eles não saem de moda e seus nomes se tornaram grifes que chamam a atenção dos espectadores, estes que cada vez mais querem conhecer mais a fundo o currículo deles. Curiosamente, um título muito elogiado da dupla hoje em dia é praticamente desconhecido, apesar de ter sido lançado em DVD, mas atualmente ele está fora de catálogo. Na realidade, A Roda da Fortuna (1994) não fez o sucesso esperado, mas tem filmes que só com o passar do tempo consegue mostrar seu valor.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

UM DISFARCE PRA LÁ DE PERFEITO


Esta simpática senhora da foto era o sonho de qualquer família na década de 1990. Prendada, organizada, exímia cozinheira, rígida e defensora dos bons costumes, esta babá também sabia recompensar os pequenos com alguns momentos de lazer inusitados, como passeios de bicicletas e jogos de futebol. Ela é uma mistura da funcionária exemplar com a rebeldia e alegria espontânea de um homem disposto a tudo para poder ficar perto dos filhos. Esta figura acabou se tornando uma das personagens mais famosas do cinema e uma das mais significativas no extenso currículo do ator Robin Williams que virou ídolo do público infantil com a comédia Uma Babá Quase Perfeita, um clássico das sessões da tarde lançado em 1993. Dirigida por Chris Columbus, especialista em obras açucaradas e com apelo para as crianças, a história começa com um casal se desentendendo pela enésima vez. A gota d'água para Miranda, interpretada por Sally Field, foi ver sua casa ser transformada em uma bagunça total durante uma festa de aniversário promovida por seu marido, um ator desempregado que leva sua vida com muito bom humor e garante a diversão de seus três filhos. Com a separação, ele fica desesperado e ao descobrir que a ex procura alguém para cuidar das crianças não pensa duas vezes e arquiteta um plano para ficar junto delas. Após testar as vozes e perfis de algumas mulheres ele chega no modelo ideal: a senhora Doubtfire, uma idosa com um sotaque diferente proveniente da Irlanda, voz mansa, cara de anjo, mas que sabe impor a disciplina como ninguém. A partir de então o espectador acompanha as peripécias de um homem que nunca teve jeito para os afazeres da casa aprendendo na marra desde cuidar dos estudos dos rebentos até limpar a casa, se bem que na parte da comida recorrer as entregas de um restaurante é inevitável. 

sábado, 19 de novembro de 2011

MERYL STREEP É A ISCA DE A DAMA DE FERRO


Um pouco depois de finalizada a temporada de premiações aos trabalhos produzidos em 2010, um novo título já surgia prometendo ocupar vagas nas próximas festas. Trata-se de A Dama de Ferro, no qual Meryl Streep interpreta a ex-primeiro-ministra britânica Margaret Thatcher. O longa abordará o período da Guerra das Malvinas em que o Reino Unido, então comandado por ela, entrou em conflito com a Argentina. Dirigido por Phyllida Lloyd, de Mamma Mia!, o filme é uma das grandes apostas para a próxima temporada de prêmios do cinema. Aliás, o nome de Meryl parece já certo para concorrer na maioria delas. Caso a Academia de Cinema a indique ela então chegará a impressionante marca de 17 indicações. O filme estréia em dezembro nos EUA e deve chegar aqui em fevereiro.

A ERA DO GELO 4 PRIVILEGIA O BRASIL


A Fox Filmes sempre olha para o Brasil com bons olhos, até porque em seu departamento de animação existe o diretor Carlos Saldanha, que tem seu nome envolvido em projetos bem sucedidos como A Era do Gelo, Robôs e mais recentemente assinou a direção geral de Rio, produção ambientada na cidade maravilhosa e já tida como forte candidata a receber o Oscar de Melhor Animação. Talvez estas razões tenham levado os executivos do estúdio a resolverem lançar A Era do Gelo 4 primeiramente em solo americano. O quarto episódio da série de sucesso deve estrear aqui na ultima semana de junho de 2012, enquanto os americanos só irão ver após duas ou três semanas. Dirigida pela dupla Steve Martino e Mike Thurmeier, rsponsáveis respectivamente por Horton e o Mundo dos Quem e A Era do Gelo 3, a produção trará os amigos Manfred, Diego e Sid enfrentando o problema do degelo no planeta, assunto atual em defesa do meio ambiente. Ellie, Eddie, Crash e mais uma vez o neurótico esquilo Scrat completam a turma.

PICA-PAU EM TELA GRANDE


Depois de Scooby-Doo, Zé Colméia, Manda-Chuva e os Smurfs, todos desenhos clássicos ganharem suas versões de cinema com direito a mescla de animação e live action chegou a vez de mais um embracar nessa onde. Trata-se do Pica-Pau. As aventuras e confusões do irritante, mas ao mesmo tempo adorável pássaro de plumas azuis e vermelhas, estão em desenvolvimento pela Universal Pictures, também detentora dos direitos da série animada de televisão, e pela Illumination Entertainment, responsável pelo sucesso Meu Malvado Favorito. Não existe ainda um diretor escalado e nem roteiro, mas já é certo que o lançamento do longa-metragem pode abrir caminho para uma nova leva de desenhos do personagem que há décadas diverte pessoas no mundo todo.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

ANJELICA HUSTON E SEU TALENTO DE BERÇO


Ela vem de uma linhagem de pessoas ligadas ao cinema e as artes e não negou sua vocação. Com um extenso currículo, Anjelica Huston não começou a atuar simplesmente por comodismo, por ter encontrado as portas abertas para este mundo de sonhos de forma fácil. Ela realmente é talentosa e já teve grandes trabalhos feitos para as telonas e também para a televisão. Sua beleza exótica, muito explorada em seus tempos de modelo, a ajudou a eternizar sua imagem em papéis fortes e enérgicos. Para crianças e adolescentes que hoje são adultos, ela marcou esses períodos de suas vidas vivendo uma bruxa, uma mulher excêntrica e adepta de torturas e a famosa e malvada madrasta da Cinderela. Mas sua capacidade de atuar vai muito além da fantasia e ela também se adequa muito bem a personagens sérios e contemporâneos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

ESQUECERAM DE... OS AMORES DE PICASSO

As histórias sobre artistas das mais diversas áreas sempre foram uma excelente fonte de inspiração para o cinema. A trajetória ou determinado período da vida de vários atores, diretores, músicos e cantores já chegaram as telas de cinema. Quando o destaque vai para artistas plásticos, tais produções ganham um charme a mais devido ao colorido das telas desses gênios da pintura. Assim, a vida artística e profissional de Frida Kahlo, Pollock, Rembrant, Caravaggio, Goya entre tantos outros ganharam suas versões em película carregando em seus títulos nomes de pesos que já se encarregam de atrair público, porém, muitas dessas obras inexplicavelmente estão fora do mercado, como é o caso de Os Amores de Picasso (1996), filme que acompanha dez anos conturbados da vida de um dos maiores representantes da arte cubista.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

UM ELEFANTE INCOMODA MUITA GENTE



Hoje em dia, as humilhações vividas por qualquer um em seu ambiente escolar, profissional, familiar ou até mesmo na rua estão no foco dos noticiários e debates em diversas instituições. Qualquer deslize ou algo diferente em seu aspecto físico pode virar alvo de chacota. Inicialmente pode até ser divertida a brincadeira, mas conforme ela se torna constante e ofensiva pode se transformar em um ato criminoso, o popular bullying, palavra estrangeira empregada para denominar tais práticas provenientes de pessoas sem o mínimo de respeito ao seu semelhante. Porém, o problema não é uma novidade do mundo moderno. Sem o título americano, esse inconveniente já ocorre há muitos anos, talvez desde os primórdios do homem na Terra, e é um conflito muito explorado pelo cinema, enfocando na maioria das vezes o público infantil, faixa etária em que a discriminação acontece em proporções assustadoras. Tal tema foi utilizado com sucesso na animação Dumbo, uma produção de Walt Disney lançada em 1941 e baseada na obra homônima de Helen Aberson e Harold Perl. Este é o quarto longa de animação do estúdio e é considerado um dos maiores clássicos do gênero de todos os tempos, tanto é que foi relançado em cinemas e em home vídeo diversas vezes, já que seu conteúdo é universal e atemporal. É impossível encontrar alguém que pelo menos uma vez na vida não se sentiu excluído. A história gira em torno de um elefantinho chamado Jumbo Jr. que, além de nascer com orelhas desproporcionais ao seu corpo, tem a fama de ser desengonçado, por isso ele recebeu o apelido de Dumbo, palavra que em inglês significa estúpido. Vivendo desde pequeno em um circo, ele sempre foi ridicularizado pelos outros elefantes que levavam a sério a frase da canção "um elefante incomoda muita gente", mas tudo por pura maldade. Dumbo só contava com o amor e carinho de sua mãe até que ele faz amizade com o prestativo ratinho Timóteo que vai ajudá-lo a enfrentar esses problemas e mostrar seu valor. Essa amizade é uma clara paródia ao medo que esses grandes mamíferos têm de roedores.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

VINCENT PRICE, O SENHOR TERROR


 
Quando estamos na época do Halloween, é comum os cinéfilos e curiosos recorrerem a títulos de terror do passado para festejarem e curtirem a data. Quando se fala neste tipo de produção existe um nome que automaticamente lembramos. Vicent Price foi um dos maiores atores que o cinema já teve e construiu uma carreira sólida e com uma extensa filmografia com quase cem títulos que perdurou praticamente até o seu falecimento em 25 de outubro de 1993, curiosamente data bem próxima a época em que seu nome vinha a tona junto com grandes clássicos do cinema de horror. Mas se engana quem acha que ele viveu para lidar com monstros e coisas do além. Participou também de grandes obras dramáticas e até teve como um de seus últimos trabalhos bem sucedidos a participação em um singelo filme para agradar a todo tipo de público, dos pequenos aos idosos.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ESQUECERAM DE... PÂNICO

Hoje a lembrança desta coluna vai para um título que não está esquecido na memória do público, pelo contrário, está muito vivo nas lembranças principalmente dos adolescentes, já teve algumas continuações e é considerado um marco cinematográfico de terror, mas inexplicavelmente está fora do mercado há alguns anos. Pânico (1996) é uma obra assinada pelo cineasta Wes Craven que na década de 1980 marcou seu nome na história do cinema ao criar um dos serial killers mais famosos do cinema, o Freddie Krueger, tirando o sono de muita gente com A Hora do Pesadelo. Desde então, uma série de outras produções semelhantes surgiram, inclusive muitas feitas especialmente para lançamento em vídeo aproveitando o boom das videolocadoras. Pouco depois de uma década da primeira carnificina praticada pelo cara das garras de metais e rosto desfigurado ter sido lançada, o mesmo diretor tratou de revitalizar um gênero que já estava saturado e descambando para produções trash que mais causavam risos que sustos. Sua nova incursão requentava a velha fórmula do grupo de jovens formado por atores praticamente desconhecidos fugindo de um sádico assassino, mas a forma de apresentar isso a um novo público foi diferenciada.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

LINDOS, TALENTOSOS E... SANGUINÁRIOS


Antes da metade da década de 1990, Tom Cruise já era uma estrela com nome e valor de mercado em alta. Já Brad Pitt estava em plena ascensão após uma sequência de filmes bem avaliados por público e crítica e já ameaçava tomar o posto de galã do cinema da época do então marido de Nicole Kidman. Colocar os dois juntos em um mesmo filme poderia significar uma união de sucesso ou uma verdadeira guerra entre egos inflados. A primeira opção venceu. Hoje, quase duas década depois, Entrevista Com o Vampiro, lançado em 1994, é um título de fama no mundo todo e considerado um clássico do terror com estilo próprio. Porém, se voltarmos ao período em que a produção foi iniciada até a sua estréia, podemos encontrar histórias de bastidores que bem desenvolvidas poderiam render um outro roteiro de cinema. A escritora Anne Rice vendeu os direitos de seu best-seller homônimo cerca de dezessete anos antes dele finalmente ganhar sua versão em celulóide. Nesse período, diversas tentativas de adaptá-lo fracassaram até que o cineasta Neil Jordan, colocou as mãos no projeto. Vivendo um período de glórias depois de ter causado frisson nas premiações dois anos antes com seu então inovador e ácido Traídos Pelo Desejo, parecia que finalmente a história polêmica e com teor homoerótico chegaria aos cinemas, mas a escalação do elenco foi problemática. Eram necessários atores com apelo junto ao público e com aspecto jovem principalmente para viver Lestat, papel de Cruise. A própria autora do livro repugnou publicamente a escalação do astro, este que sofria preconceito. Muito bonito e considerado um artista com talento limitado, duvidava-se que ele poderia dar vida a um personagem dúbio que flerta entre o herói e o vilão com total desenvoltura, mas com a ajuda do cineasta acostumado a desbravar fronteiras ainda desconhecidas, o ator surpreendeu com sua interpretação ora dramática e ora perversa, mas em ambos os casos impregnadas de sensualismo. Anne foi obrigada a dar o braço a torcer, se desculpar e assumir que gostou do que viu. 

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