terça-feira, 14 de junho de 2011

RECRIADOS PELO CINEMA


No período de férias de julho do ano de 1993, o mundo todo esteve diante de um dos maiores marcos cinematográficos de todos os tempos. Nas mãos de um cineasta qualquer, poderia ser uma aventura capenga com seres de massinha ou borracha. Nas mãos de um megalomaníaco ou entusiasta dos avanços tecnológicos poderia ser um chatíssimo estudo científico. Porém, esse grandioso projeto foi tocado por Steven Spielberg, mestre em lidar com fantasia e ao mesmo tempo realidade. Jurassic Park - O Parque dos Dinossauros deixou as platéias de queixo caído ao recriar com perfeição os extintos seres. A cada novo animal pré-histórico que surgia na tela, mais impressionado o público ficava ainda mais com a emoção causada pela bela e inconfundível trilha sonora composta por John Williams. Usando tecnologia de ponta para época, foram combinados bonecos reais com animações computadorizadas para darem vida aos animais gigantescos e pesados, mas que ainda assim podiam se locomover com agilidade e desenvoltura. A história gira em torno de um parque criado por um excêntrico milionário que criou um verdadeiro jardim zoológico, porém só com espécies jamais vistos com vida até então. Ele promove um passeio inaugural com um pequeno grupo de convidados para ter um termômetro das reações e fazer os devidos ajustes necessários. Durante o dia, o percurso guiado por carros elétricos e auxílio de modernos equipamentos parece não empolgar. Porém, a noite uma forte tempestade cai e uma armação de um funcionário para roubar os embriões de futuros hóspedes do local faz com que a energia elétrica seja cortada, assim as cercas eletrificadas ficam desativadas e o perigo passa a rondar os visitantes que ficaram presos lá dentro.


Usando a teoria que seria possível recriar dinossauros a partir do DNA contido em fósseis de mosquitos presos em seiva desde a longínqua pré-história combinados com o sangue de espécies de rãs africanas, a idéia causou rebuliço na época, mas o tempo tratou de descartar a hipótese de termos os bichões na vida real. Graças a esse argumento do livro homônimo de Michael Crichton, Spielberg deu vida a diversos tipos de seres pré-históricos e cada um protagonizou cenas memoráveis que poderiam muito bem figurar nesta seção. Muitas sequências foram cortadas na edição final para diminuir consideravelmente a duração do longa, mas principalmente para evitar que a censura proibisse a entrada de crianças nas salas de exibição, o grande público alvo, aquele que assiste várias vezes o filme e ainda consome todas as bugigangas que o mercado disponibiliza com a imagem do título atrelada como camisetas, artigos escolares, chicletes, salgadinhos, entre tantos outros. A bilheteria de Jurassic Park - Parque dos Dinossauros foi gigantesca, os produtos licenciados venderam aos montes, um parque temático foi criado, a produção ganhou merecidamente três Oscars técnicos e mais duas sequências foram lançadas também com muito sucesso. Ainda hoje há um grande público na expectativa de um quarto episódio da série. Constantemente surgem boatos de que o novo filme sairá, mas os anos passam e nada. Porém, se Indiana Jones e os Jedis de George Lucas continuam vivos na memória do público e sempre há planos de trazê-los de volta ao cinema, há uma luz no fim do túnel para os dinomaníacos. A foto acima com o feroz Tiranossauro urrando dentro do salão principal como se fosse demarcando seu território após expulsar os humanos do local é a prova de que algo ficou naquela ilha a espera dos próximos visitantes e que o tal parque nada mais é do que uma ilusão, a principal matéria-prima do cinema. Entretenimento de primeira.

Um comentário:

Cinéfilo G disse...

Nossa lendo seu texto voltaram todas as lembranças do dia em que fui ver esse filme no cinema quando eu era criança. Uma mistura de excitação e medo eu tinha naquele dia. Só as chamadas na tv já eram de arrepiar. Parabéns por estar sempre lembrando de coisas boas.,O blog ta cada vez melhor.

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