quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

GEORGE CLOONEY, SUCESSO NA FRENTE E ATRÁS DAS CÂMERAS


Ele ganhou fama mundial graças a um seriado de televisão, mas logo o cinema tratou de aproveitar seu sucesso, mas quem tem pressa come cru. Foi preciso alguns anos para chegar a maturidade da carreira, na verdade bem poucos, mas quase que George Clooney se tornou um mico da história do cinema e chegou a ser apontado como o responsável pelo fracasso de uma das franquias da sétima arte mais rentáveis da década de 1990. Felizmente, ele foi esperto e sabia que seu charme que tanto chamava a atenção da mulherada (e ainda continua) não seguraria sua carreira. Hoje seu talento é reconhecido tanto como ator, como também diretor, produtor e roteirista.


George Timothy Clooney nasceu em Lexington nos EUA no dia 06 de maio de 1961 em meio a uma família muito conhecida no mundo do entretenimento. Ele é filho da dona de casa Nina e do apresentador de televisão Nick Clooney, assim o futuro astro cresceu freqüentando os estúdios dos programas que seu pai apresentava, seja narrando notícias ou entrevistando celebridades, e decidiu seguir a carreira de jornalista. Porém, no início da década de 1980, para evitar competições e comparações, abandonou a carreira para virar ator quando seu primo Miguel Ferrer lhe arranjou uma ponta em um filme. Vale lembra que seus tios Rosemary Clooney e Jose Ferrer também tiveram uma longa carreira no cinema. Os holofotes sempre foram presentes entre os Clooneys.

Entre 1985 e 1993, Clooney se dividiu entre pequenas participações em filmes esquecíveis e em atuações para sitcoms da TV e foi justamente na telinha que aconteceu o pulo do gato. Em 1994, ele foi escalado para atuar no seriado “ER” (no Brasil foi veiculado com sucesso na Rede Globo com o título “Plantão Médico”). Imediatamente ele se tornou um nome quente na mídia e logo melhores convites para atuar no cinema chegaram, embora ele tenha ficado fixo no elenco do seriado até 1999, exatos dez ano antes da produção ser encerrada. Chamou a atenção o fato dele se desligar do projeto bem no período de auge do mesmo, mas Clooney precisava de mais tempo livre para poder embarcar em trabalhos melhores.
Seu primeiro filme de grande repercussão foi Um Drink no Inferno (1996), no qual ele vive o irmão do personagem de Quentin Tarantino. Os dois fugindo da polícia acabam indo parar em uma casa noturna mexicana que na verdade é um reduto de vampiros. Quem dirigiu foi o cultuado diretor Robert Rodriguez, com que mais tarde faria a aventura infantil Pequenos Espiões (2001). Mas um nome conhecido nos bastidores não é sinônimo de filme de sucesso. Pelas mãos de Joel Schumacher, conhecido por produções de ação e que rendem boas bilheterias, o astro colheu críticas negativas por Batman e Robin (1997). Vivendo o famoso Homem-Morcego, Clooney acabou sendo responsabilizado pelo fracasso da franquia que chegava a seu quarto capítulo. Uma injustiça. Ele fez o que pode com um roteiro esquizofrênico e totalmente fora dos padrões antes estabelecidos para a série pelo diretor Tim Burton responsável pelos dois primeiro filmes da saga. Ainda na mesma década, ele uniu seu poder de fogo ao de Nicole Kidman no suspense O Pacificador (1997) e experimentou o ambiente de guerra dividindo espaço com muitos astros em Além da Linha Vermelha (1998) e Três Reis (1999).

Virada nos anos 2000
Com a chegada de um novo século, Clooney tratou de rever sua trajetória e pensar grande. Participou de projetos alternativos, sentou na cadeira de diretor e fez interessantes parcerias, como a amizade com Steven Soderbergh com quem já havia trabalhado em 1998 no filme-pipoca Atração Irresistível, mais um veículo para catapultar a sua carreira e de quebra a de Jennifer Lopez.  Juntos ainda fizeram a ficção pouco vista Solaris (2002), no qual vive um psicólogo convocado para investigar o estranho comportamento de astronautas em outro planeta, o suspense passado pós Segunda Guerra O Segredo de Berlim (2006) em que vive um jornalista e ainda a trilogia sobre uma turma de golpistas baseado em um longa da década de 1960. Onze Homens e Um Segredo (2001) levou multidões aos cinemas com o chamariz de um elenco repleto de grandes nomes do cinema, mas suas sequências Doze Homens e Outro Segredo (2004) e Treze Homens e Um Novo Segredo (2007) mostraram sinais de desgaste na fórmula e que estrelas não seguram roteiros capengas.
Outra parceria que deu certo foi com os irmãos Joel e Ethan Coen. Tudo começou com E Ai, Meu Irmão, Cadê Você? (2000) que rendeu a Clooney um Globo de Ouro como Melhor Ator em Comédia. Numa criativa versão do poema épico “A Odisséia”, ele achou espaço para fazer humor, cantar e até aceitou usar uma redinha de cabelos que virou marca registrada de seu personagem.  Ainda fizeram a comédia romântica O Amor Custa Caro (2003), um projeto um tanto comum que destoa na excêntrica filmografia dos cineastas, e Queime Depois de Ler (2008) onde a imagem de galã e homem seguro e corajoso de Clooney é desconstruída através de um tipo atrapalhado.
Sendo dirigido por conceituados cineastas e sempre pensando grande, não é de se estranhar que os bastidores do cinema também sempre chamaram a atenção de Clooney, até pelas lembranças de quando era criança ou adolescente. Sua estréia foi no elogiado Confissões de Uma Mente Perigosa (2002), que venceu o Urso de Ouro no Festival de Berlim. Para contar a história de um produtor de TV que acaba caindo em um mundo repleto de segredos e crimes, o estreante seguiu os passos de Soderbergh e recheou seu longa de estrelas. Seu segundo trabalho como comandante geral lhe deu vários prêmios e indicações. Em Boa Noite e Boa Sorte (2005) Clooney coloca em cena memórias de coisas que seu pai viveu realmente quando tentava fazer um jornalismo decente ao mesmo tempo em que precisava lidar com a pressão política da década de 1950. Depois ele experimentou o gênero comédia romântica com O Amor Não Tem Regras (2008), onde também atua como o treinador de uma equipe de futebol americano, algo que ele adorava nos tempos da escola.
Clonney ainda colecionou elogios e indicações a prêmios com Conduta de Risco (2007), em que vive um advogado que é pago para limpar o nome de pessoas importantes e empresas e que já está farto disso, e em Amor Sem Escalas (2009), como um chefe que se tornou uma pessoa fria e não tem a menor tristeza em demitir pessoas, mas que de repente vê seu emprego colocado em risco por um sistema novo e informatizado. Ele ainda ganhou mais um Globo de Ouro e um Oscar de coadjuvante como um agente do governo no drama político Syriana – A Indústria do Petróleo (2005).
Entre um blockbuster como Mar em Fúria (2000) e um projeto-cabeça como Os Homens Que Encaravam Cabras (2009), Clooney está escrevendo uma história invejável no cinema e que promete ainda demorar muito a acabar. Praticamente lançando ao menos um longa por ano, as vezes o ator surpreende e rouba a cena como em 2011, quando recebeu boas críticas por sua atuação como um pai distante das filhas e que descobre que era traído pela esposa que agora está em coma no drama Os Descendentes e vivendo um político candidato a presidência dos EUA em Tudo Pelo Poder, trabalho que também dirige. Não é a toa que dominou as indicações em diversas premiações, mas no Oscar foi lembrado pela atuação no primeiro e pelo roteiro do segundo, o que não é pouco. Colecionando tantas indicações a tão cobiçada estatueta dourada e em curto espaço de tempo, será que estamos presenciando o nascimento de uma Meryl Streep de calças? Não exatamente. A diferença é que ele é mil e uma utilidades.

Um comentário:

Luís disse...

Decerto um nome que se destacará ainda mais na indústria cinematográfica, principalmente porque ele é um dos poucos artistas a trabalhar com enfoque no cinema político-jornalístico, caracterizando filmes como "Boa Noite e Boa Sorte" (2005) e "Tudo pelo Poder" (2011) como títulos que realmente merecem destaque.

Vamos ver o que mais vem por aí produzido ou dirigido por ele.

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