quinta-feira, 11 de agosto de 2011

SANDRA BULLOCK, A MISS SIMPATIA DO CINEMA


Ela é uma das queridinhas de Hollywood e seu bom humor e carisma também a transformaram em uma das atrizes mais amadas do mundo todo. Especialista em fazer o público rir, ela não tem medo de enfrentar desafios quando é chamada para filmes de ação ou suspense e sentiu o gostinho do prestígio da crítica quando aceitou um papel sério em um drama. Sandra Bullock é um dos nomes mais quentes do cinema americano já há vários anos e conta com uma extensa filmografia na qual predominam as comédias e romances, o seu território seguro. Sinônimo de filmes família ou típicos para agradáveis sessões da tarde na TV, ela vez ou outra se arrisca em algum outro gênero, mas não abandona a sua veia humorística de forma alguma.

Nascida na cidade de Arlington, na Virginia, em 26 de julho de 1964, Sandra já tem a aptidão para ser artista desde o berço. Seu pai John era treinador de voz e sua mãe, a alemã Helga, uma cantora de ópera, sempre carregava sua filha ainda criança em suas viagens e foi assim que a futura atriz teve sua primeira oportunidade artística. Assim, ela pegou gosto pelas artes cênicas e anos depois foi fazer o curso teatral na East Carolina University. Porém, bem antes de se formar, achou que seu destino não seriam os palcos, mas sim as telas grandes. Em 1985, mudou-se para Nova York para se aproximar mais de seus sonhos, mas o início não foi fácil. Durante algum tempo levou uma rotina idêntica a que outras atrizes hoje famosas tiveram. Dividia seu tempo entre um emprego de garçonete e as aulas de teatro. Dois anos depois já conseguiu ingressar no meio cinematográfico, mas em produções fracas e esquecíveis. Foi interpretando uma bela e assanhada moça na produção "Broadway No Time Flat", em 1988, que ela foi notada pela primeira vez pela crítica. Assim, um agente se interessou em ajudá-la e conseguiu para ela um papel na TV em "Bionic Showdown: The Six Million Dollar Man and the Bionic Womanum", um programa especial que reunia os personagens Mulher Biônica e o Cyborg, o Homem de Seis Milhões de Dólares, ambos oriundos de séries muito populares naquela época. Depois conquistou um personagem em "Uma Secretária de Futuro", série televisiva baseada no filme homônimo.

Foi entre participações em séries e filmes para TV que Sandra conseguiu manter seu sonho de ser atriz aceso até conseguir um papel razoável no cinema na comédia romântica Poção do Amor N.º 9 (1992), uma produção pequena, mas importante para rechear o seu currículo. Na sua visão de condução da carreira, naquele momento valia mais a quantidade de trabalhos que levavam seu nome nos créditos do que a qualidade dos mesmos. Após viver a cobaia que experimenta uma poção que promete balançar o coração dos homens, ela seguiu embarcando em projetos fracos até chegar o convite para viver uma policial na ficção científica O Demolidor (1993). Tendo Sylvester Stallone e Wesley Snipes como protagonistas já dá para ter idéia da pérola que é este filme, mas sem dúvida seus nomes na época ainda atraiam público cativo, o que ajudou para que a coadjuvante ficasse mais conhecida.

O seu primeiro grande sucesso veio no ano seguinte ao se unir a um astro em ascensão, Keanu Reeves, e investir em um projeto com grande projeção. Velocidade Máxima (1994) foi um sucesso instantâneo e popularizou os nomes de seus protagonistas. Em 1997, Sandra participou da sequência, mas seu companheiro de aventura não embarcou nesta história na qual o ônibus desgovernado foi trocado por um navio também prestes a provocar uma catástrofe. Sorte do ator. O filme rendeu dinheiro na esteira da fama do original, mas foi malhado sem piedade pela crítica e até mesmo o público achou a trama inferior. A dupla Sandra e Reeves voltaria a atuar mais de uma década depois no romance A Casa do Lago (2006), onde vivem um romance atípico, cada um vivendo em uma época, com a diferença de dois anos, e se comunicando através da caixa de correio da tal residência que dá título a produção. Novamente a fama do casal atraiu as atenções, mas muita gente ficou sem entender esta história de amor.

Voltando aos tempos de Velocidade Máxima, no qual Sandra roubou a cena mostrando que não era uma atriz que se contentaria em ser a eterna coadjuvante ou até mesmo protagonista de fitas duvidosas, com o sucesso os convites para bons projetos começaram a surgir. Assim, em 1995, ela aceitou papéis em Enquanto Você Dormia, no qual se mete em uma mentira em nome de um amor platônico, e A Rede, onde interpretou uma personagem que exercia um de seus hobbies preferidos na vida real: navegar na internet. Porém, a boa fase durou pouco e seus filmes seguintes não fizeram sucesso. O fiasco não a enfraqueceu e deu o estímulo necessário para assumir o controle de sua vida profissional e criar sua própria produtora, a Fortis' Films, e produzindo o romance Quando o Amor Acontece, uma obra de repercussão modesta na época, mas que restaurou a imagem da atriz junto ao público ao mostrá-la sofrendo devido a uma traição, mas com forças para reestruturar sua vida ao lado da filha pequena. Em seguida, se aliou a Nicole Kidman e Ben Affleck respectivamente em Da Magia a Sedução (1998) e Forças do Destino (1999), ambas produções com pegada mais romântica, porém a atriz já revelava um pouco da sua porção perversa. Com sua produtora, também debutou como roteirista e diretora no curta "Making Sandwiches", apresentado no Festival de Cinema de Sundance.


Atirando para todos os lados

Em 2000, Sandra recuperou totalmente seu prestígio e chegou a conquistar o público infantil ao se jogar na comédia rasgada Miss Simpatia (2000). Reinventando a história do patinho feio que de repente se transforma em um belo cisne, a atriz viveu experiência parecida. De membro da polícia super desengonçada e com pouca feminilidade, ela ganha um banho de loja e de aulas de etiquetas e vira uma bela mulher, mas sua língua afiada não deixa de denunciar que na sua essência nada mudou. A continuação lançada em 2005, como de praxe, foi um fracasso e guardava pouquíssimas semelhanças com original, talvez o grande motivo da rejeição.

No campo da comédia ainda flertou nos últimos anos com Hugh Grant fazendo seu folgado chefe em Amor a Segunda Vista (2002) e com Ryan Reynolds em A Proposta (2009), uma comédia muito elogiada na qual eles fingem um relacionamento para evitar que sua personagem seja deportada. Já Bradley Cooper não teve a mesma sorte que seus colegas de profissão. Ele foi malhado sem dó pela crítica junto com Sandra pelo tropeço Maluca Paixão (2009), onde ela vive uma excêntrica criadora de palavras cruzadas que encasqueta que um repórter de TV é a grande paixão de sua vida. Para o ator até que a produção não mancha o currículo, pois só a partir de 2011 sua carreira deslanchou, mas para ela o estrago foi grande. Essa grande furada cinematográfica teve seu efeito negativo potencializado porque no mesmo ano a intérprete colheu elogios e prêmios por Um Sonho Possível (2009). Sua atuação é boa, mas nada de excepcional, aliás, um tanto convencional. Como todo grande astro de Hollywood precisa ter um Oscar em sua estante, a Academia de Cinema aproveitou que ela fez seu papel dramático direitinho e resolveu agraciá-la com a estatueta. Vai saber quando ela irá repetir o feito. Poderia ser tarde demais para a premiação.

No conceituado drama ela vive uma mulher que resolve ajudar um jovem a ter uma vida melhor investindo em sua educação. Aos poucos, ele praticamente é adotado pela família da personagem e é incentivado a tentar o sucesso no campo dos esportes. Antes disso, Sandra já tentava se dar bem em outros gêneros, mas sempre com repercussão modesta ou nula. Fez uma alcoólatra em processo de recuperação em 28 Dias (2000), tentou restabelecer seus laços familiares em Divinos Segredos (2002), viveu uma mãe super protetora em Obsessão (2005), se envolveu na história real do escritor Truman Capote em Confidencial (2006) e interpretou uma mulher perturbada por estranhas e desconexas visões em Premonições (2007).

Até 2009, o mais perto que a atriz tinha chegado de uma obra com reconhecimento pela crítica foi com Crash - No Limite (2005), uma grande surpresa nas premiações e grande azarão do Oscar. No filme ela tem um papel pequeno, assim como o restante do grande e talentoso elenco, pois não há um papel principal, são várias histórias sobre racismo, preconceito e violência que se misturam e todos os personagens são importantes para a trama.

Apesar de só ter sido indicada uma vez ao Oscar, no qual afortunadamente saiu vencedora, e algumas poucas vezes ao Globo de Ouro, Sandra é uma das queridinhas do MTV Movie Awards, inclusive já ganhou o prêmio Geração MTV, uma espécie de prêmio pelo conjunto da obra dado aos que são considerados referências ao público do canal. Ela também é uma das queridinhas do Framboesa de Ouro, o avesso do Oscar, lembrança dada aos piores do ano. Em março de 2010, a atriz conseguiu um feito raríssimo: em um mesmo final de semana faturou o troféu que a maioria dos artistas rejeita e também a estatueta dourada mais cobiçada por quem faz cinema. Com seu bom humor costumeiro Sandra agradeceu e aceitou os dois troféus e continua sua vida normalmente, fora o lado pessoal que mudou bastante na mesma época, mas isso é outro assunto.

2 comentários:

renatocinema disse...

Gosto da atriz. Apesar de achar que ela ainda esta longe de ser um ícone da arte de atuar.

Entendo que ela aceita desafio, fugindo do padrão do rosto bonito.

Papéis complicado ela aceita, isso faz com que a atriz mereça respeito.

Rafael W. disse...

Também gosto da Sandra. Linda atriz e com bom talento cômico.

http://cinelupinha.blogspot.com/

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