As férias estão chegando ao final. Nesta semana muitas
pessoas voltam ao trabalho e os estudantes devem comparecer em peso às salas de
aula de colégios e universidades. Rever os amigos é a parte boa da coisa, mas
talvez reencontrar todos os professores não. Disciplina, atenção e estudo
constante. São várias as cobranças dos educadores e para aliviar a tensão nada
melhor que uma boa comédia que nos apresenta a professora dos sonhos. Ela não é
surreal apenas por sua beleza e corpo esguio, mas também por sua incrível e
duvidosa habilidade em lidar com os alunos. Este é o perfil da protagonista de Professora
sem Classe (2011), uma comédia de humor negro que coloca no centro das
atenções uma mulher que não é um exemplo de boa profissional e também deixa
muito a desejar como pessoa. Todavia, seus métodos de ensino devem agradar em cheio aos alunos que gostam tanto de ficar de pernas pro ar quanto a própria educadora.
domingo, 29 de julho de 2012
sábado, 28 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - VÔO NOTURNO
As férias estão acabando e muita gente deve estar retornando de viagem
a bordo de um avião. Mesmo depois de tantos desastres reais e também fictícios
para o cinema e TV ainda este é o meio de transporte mais procurado para
viagens longas e o sonho de muitos continua ser fazer um passeio sobrevoando os
mares e continentes acima das nuvens. Os produtores e estúdios já investem no
filão dos acidentes aéreos há muitas décadas tendo sua primeira fase de sucesso
nos anos 70 quando se tornaram populares os filmes-catástrofes, aqueles que
arrasam cidades ou colocam pessoas em risco em ambientes ou situações das quais
aparentemente não há saída. Após o fatídico 11 de setembro de 2001 os aviões
voltaram a ser alvo da lente de cineastas amedrontando a tripulação com vilões
terroristas. Vôo Noturno (2005) poderia ser mais um produto do tipo, mas ele
surpreende positivamente, embora críticas contra não faltem. É um clichê requentado?
Uma proposta boa desperdiçada em uma produção cheia de furos? Mesmo assim você
fica roendo as unhas de tensão? Sim, sim e sim. Digamos que esta é uma opção de
filme B com pedigree. Tem seus momentos incrédulos, mas funciona do início ao
fim muito melhor que algumas superproduções.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - NAMORADOS PARA SEMPRE
No Brasil temos os mais variados tipos de clima o ano todo, mas, teoricamente, o inverno é o período em que o frio predomina, época perfeita para ficar em casa embaixo das cobertas curtindo um bom filme. Algumas produções conseguem uma conexão com esse clima, ampliando os efeitos desse momento de relaxamento e Namorados Para Sempre (2010) é um bom exemplo. O longa não se caracteriza por uma paisagem gélida de neve ou uma chuva ou garoa constante, mas a sensação de frio que ele transmite se deve ao espírito de seus protagonistas e a melancolia predominante ao redor deles. Para quem gosta de histórias mais intimistas e sobre relações humanas este é um prato cheio e dos bons. Este é mais um exemplo de produção que participou timidamente das premiações, mas que se revela tão interessante quantos os títulos mais bombados da temporada de troféus de 2011.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - AOS TREZE
A adolescência é um período da vida no qual qualquer ser humano
está cheio de dúvidas e anseios e encontrar o equilíbrio entre o resquício da
inocência da infância e a maturidade forçada por uma sociedade cada vez mais
irracional é quase impossível. Aos olhos dos pais e protegidos dentro de seu
lar, em geral, os filhos são vistos de forma positiva, a criança que cresceu
bem educada e feliz, até porque a maioria já sabe usar muito bem os truques de
personalidade para persuadir. Porém, quando estão fora de casa as regras são
outras e os jovens gradativamente são levados a seguir caminhos torpes e como
estão na idade de se auto-afirmarem como pessoas fazer parte de um grupo bacana
na escola ou no bairro torna-se uma necessidade primordial. Ser você mesmo é
descartável, o importante é parecer com a turma que escolheu fazer parte, o que
implica certamente em mudanças de visual e de comportamento chegando inclusive
a atos de extrema crueldade contra semelhantes ou a si próprios. De anjinho da
mamãe à garota pervertida e problemática, a protagonista de Aos
Treze (2003) mostra de forma eficiente e econômica o processo desta
transformação, embora o roteiro seja baseado em episódios clichês já vistos em
outras produções que lidam com temas parecidos.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - ENCANTADA
Houve um tempo em que férias era sinônimo de Disney. Nesses períodos
longos de descanso dos estudantes era tradição sempre ter uma bela animação do
estúdio para virar a febre da temporada, mas o tempo passou e este calendário
perdeu a serventia. Claro que ainda temos os desenhos feitos em parceria com a
Pixar, mas mesmo com as críticas geralmente positivas tais produções
aparentemente não causam o mesmo barulho da época de A Bela e a Fera ou Aladdin.
Aliás, diga-se passagem, as animações computadorizadas lançadas após a junção
das duas empresas já não são mais nenhuma unanimidade quando o assunto é
diversão. Repetição de temas, personagens similares, visual sobrepondo-se à
historia entre outras coisas tiraram totalmente a originalidade e o brilho
deste tipo de animação, tanto que dá até saudades de curtir aquelas boas e velhas
histórias de princesas. A Disney tentou voltar ao estilo com A Princesa e o Sapo e Enrolados, mas ironicamente o sucesso veio
com um filme criado justamente para tirar um sarro de tudo aquilo que ajudou a
criar o império do Sr. Walt Disney. Encantada (2007) surpreendeu o mundo
com uma narrativa clássica, porém, totalmente diferente de algo que se espera
do estúdio.
terça-feira, 24 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - SEMPRE AO SEU LADO
Ter estampado no material publicitário de um filme as palavras baseado em fatos reais já pode ser considerado meio caminho andado para o sucesso, principalmente se o longa em questão for um drama. É curioso o fato de uma nova vertente do gênero estar cada vez mais ganhando adeptos sendo que antes ela era relegada apenas ao público infantil. A relação de amizade entre um cão e um humano já foi um tema explorado em dezenas de produções do cinema e telefilmes, mas foi junto às crianças que atingiu seu ápice. Porém, após o estrondoso sucesso de Marley e Eu entre as platéias adultas, parece que Hollywood despertou para um novo filão a ser explorado. De forma mais madura e realista, alguns animais de estimação têm sido retratados em produções que não visam a gargalhada dos pequenos em busca de piadas de cachorrinhos falantes ou super enfeitados para deleite de suas donas. Basta apresentar o animal de forma digna e realista para conquistar a simpatia do espectador de qualquer idade e a prova esta em Sempre ao Seu Lado (2009).
segunda-feira, 23 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - AGENTE 86

Hollywood sempre manteve boas relações com os canais de
televisão para assim conseguir tirar uma lasquinha dos sucessos que entretinham
o público no aconchego do lar. Muitos seriados famosos ganharam suas versões em
longa-metragem ainda na época em que eles estavam no ar ou pouco tempo depois
de terminarem para assim aproveitar o calor do momento, mas o tempo tratou de
reduzi-las a pó. Nos primeiros anos do século 21 a moda era apostar na nostalgia
e resgatar a fama de séries antigas. S.W.A.T
– Comando Especial e Miami Vice,
por exemplo, não fizeram o barulho esperado, mas o primeiro filme de As Panteras foi um mega sucesso, até por
conta do apelo junto ao público infanto-juvenil. A mesma situação beneficiou a
boa aceitação de Agente 86 (2008), a adaptação da cultuada série de humor homônima criada
por Mel Brooks e Buck Henry em 1965 e que durou cinco temporadas, sobrevivendo
na memória dos espectadores de praticamente todo o mundo graças as suas
incontáveis reprises. Até hoje existem canais que exibem as peripécias de
Maxwell Smart, então vivido pelo ator Don Adams.
domingo, 22 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - ALGUÉM TEM QUE CEDER
A estrutura básica de uma comédia
romântica é composta por um casal bonito e charmoso, uma ou duas pessoas que
surgem para atrapalhar esse amor, muitos conflitos, fofocas e micos para encher
linguiça e por fim o tão esperado beijo e a declaração de amor destes jovens
apaixonados que ainda podem subir ao altar para fechar com chave de ouro este
filme-clichê que tanto faz a alegria de milhares de espectadores que adoram
sofrer com os personagens, mesmo sabendo que no fim o amor prevalecerá. Uma
estrutura similar é a base de Alguém Tem Que Ceder (2003),
produção que traz como grande diferencial o fato de ser protagonizada por duas
pessoas maduras redescobrindo o prazer de viver através do amor. Na época os
adolescentes e jovens com idades até cerca de 30 anos se viam representados nos
cinemas por atores como Jennifer Anniston e Mark Ruffallo, mas a turma mais
velha não se identificava com personagens se apaixonando pela primeira vez ou
buscando o amadurecimento e a responsabilidade através do matrimônio afinal já
passaram por tudo isso. Assim não é de se estranhar o sucesso com os
espectadores cinquentões ou de mais idade que resultou o reencontro de Jack
Nicholson e Diane Keaton quase vinte anos depois deles atuarem juntos pela
primeira vez no filme Reds.
sábado, 21 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - OS OUTROS
Um casarão localizado em uma região afastada onde seja dia
ou noite a melancolia impera, uma névoa intensa trata de deixar o ambiente
ainda mais angustiante e os sons provenientes do vento se chocando contra
árvores e janelas podem deixar qualquer um com arrepios na espinha. Bem, esses
são velhos clichês dos filmes de terror, porém, quando bem utilizados podem
ainda funcionar muito bem ou superar expectativas. É numa ambientação
assustadora dessas que o diretor Alejandro Amenábar realizou uma das melhores
produções de suspense ou horror dos últimos tempos. Monstros fajutos,
assassinos mascarados e adolescentes acéfalos gritando por qualquer coisa já
não assustavam mais na época, mas o sucesso de O Sexto Sentido dois anos antes
deu sinal verde para a realização de Os Outros (2001). O que esses dois filmes
têm em comum? Ambos mexem com o subconsciente do espectador, porém, com óticas
diferentes. Se explicitar o que causa medo já não tem mais efeito, porque não
tentar o contrário? Assim o cineasta e roteirista chileno fez muita gente roer
as unhas apostando em ruídos, silêncios, fatos inexplicáveis e no mais velho
truque para causar temor: o escuro.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - O NEVOEIRO
Stephen King é praticamente uma grife
cinematográfica. Muitas de suas obras, geralmente ficções ligadas aos gêneros
terror e suspense, já foram adaptadas para as telonas, mas nem sempre de forma
bem sucedidas. Febre literária nos anos 80 e 90, várias obras do autor também
causaram frisson ao serem transformadas em filmes, principalmente ao chamarem a
atenção dos comitês de premiações que não deixaram passar despercebidas as
estréias de Um Sonho de Liberdade e A Espera de um Milagre, trabalhos com
veias dramáticas. Todavia, nos últimos anos King não tem tido sorte ao ceder os
direitos de seus livros para produtoras de cinema e até a mídia já está mais
fria em relação ao seu nome. Sendo assim, um bom projeto com seu nome nos
créditos praticamente passou em brancas nuvens. O Nevoeiro (2007) é um
filme B com pedigree. Frank Darabont, o responsável pelas adaptações dos dois aclamados
dramas do escritor, desta vez recorreu a um conto que foi publicado no Brasil há
décadas atrás no livro “Tripulação de Esqueletos” e arrancou elogios dos poucos
que assistiram. Mas sempre há tempo para corrigir injustiças. Bem, nem sempre
como fica comprovada na surpreendente conclusão deste suspense que termina melhor que o próprio livro que o originou.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - O SOL DE CADA MANHÃ
No Brasil estamos acostumados a acompanhar a previsão do
tempo nos telejornais sendo apresentadas por mulheres bonitas e com um sorriso
estampado no rosto. Bem, esse já seria um ponto a ser estranhado em O Sol de
Cada Manhã (2005), afinal o protagonista é um homem que tem sucesso justamente
nesta atividade. O segundo ponto contra seria o fato do intérprete deste cara
ser Nicolas Cage que um dia já foi um nome quente em Hollywood, mas há tempos
tem atuado em produções irregulares ou simplesmente obsoletas. Contudo vale a
pena dar um voto de confiança ao ator. Este filme historicamente já faz parte
do momento de crise profissional dele, porém, ao mesmo tempo significa um
lampejo de salubridade em sua carreira. Acostumado a trabalhar em projetos de
ação cheios de efeitos especiais e barulhos, Cage se entrega neste caso a um
filme simplório e de certo modo intimista, uma proveitosa mistura de drama com
certa dose de humor e crítica à cultura americana e que tem potencial para
envolver as platéias que gostam de boas histórias que lidam com situações
cotidianas. Uma dica de filme que combina muito bem com o clima frio do
inverno.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - GÊNIO INDOMÁVEL
Os gênios incompreendidos sempre intrigaram a ciência e
fascinaram cineastas que enxergaram em diversas histórias verídicas um material
fértil para ser transformado em filmes. Curiosamente, um dos trabalhos mais
lembrados do tipo nasceu das mentes de dois jovens completamente sadios, mas
que se achavam verdadeiros peixes fora d’água no mundo em que viviam. Os hoje
mundialmente famosos Matt Damon e Ben Affleck já se conheciam desde a infância
e batalharam paralelamente pelos seus espaços no mundo do cinema, mas até
meados dos anos 90 só recebiam convites para produções convencionais e na
maioria das vezes nas quais os jovens eram retratados de modo estereotipado ou
debochado. Juntos eles resolveram criar o próprio roteiro dos sonhos, onde
teriam a chance de retratar a geração a qual pertenciam de maneira mais
realista, uma turma que tem sonhos, dúvidas, raiva, amor e inteligência, mas
que nem sempre encontra apoio para mostrar seus talentos ou ser o que gostaria.
O destino ajudou e os escritos chegaram às mãos do ator Robin Williams que fez
a ponte para transformar o sonho dos dois rapazes em realidade. Assim começou a
trajetória de sucesso de Gênio Indomável (1997), longa que enfrentou com
bravura a pressão do Titanic nas principais premiações do período chegando a
ser apontado como um forte candidato as principais categorias do Oscar.
terça-feira, 17 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - SOBRE MENINOS E LOBOS
Um filme que trabalha com temas espinhosos
como assassinato, pedofilia e traição e que deseja manter a tensão em alta do
início ao fim precisa obrigatoriamente conter tiroteios, sangue, cenas fortes,
muito palavrão e quem sabe o ato corajoso de colocar um ator-mirim para dar
mais credibilidade ao assunto do abuso sexual infantil. Bem, essa é a receita
básica dos diretores que se aventuram no mundo do suspense, mas quem tem um
currículo repleto de sucessos com certeza procura de todas as formas fugir do
lugar comum e surpreender às avessas. Investindo em uma excepcional mescla dos
gêneros drama e policial, Clint Eastwood construiu Sobre Meninos e Lobos (2003),
um dos filmes mais comentados da temporada de premiações de 2004 sem precisar
chocar o público com imagens, mas sim com um roteiro forte e interpretações
idem. Lançado em uma época em que o cinema estava no auge da invasão de magos,
duendes e outras criaturas fantásticas, obviamente este trabalho não fez
fortuna e até hoje muitos não tiveram coragem em assisti-lo. Não é a toa que a
carga pesada de sentimentos contida no enredo seja a grande marca desta obra,
agindo de forma negativa e ao mesmo tempo positiva para a vida útil do mesmo.
De qualquer jeito, este é um daqueles títulos que ficam martelando em nossa
cabeça até que arriscamos a sobreviver a esta imersão triste e angustiante
proporcionada por um filme reflexivo e relativamente de difícil digestão.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - OS DESCENDENTES
Todos os anos ao menos uma produção pequena e que
possivelmente passaria pelos cinemas em brancas nuvens é acolhida pela alta
temporada das premiações e ganha um gás em sua campanha de divulgação. Ter
George Clooney como protagonista é um bônus a mais em Os Descendentes (2011),
mas o que chama a atenção em seus créditos é o nome Alexander Payne, diretor e
roteirista que ainda pode vir a ser conhecido como uma grife cinematográfica
tal qual Woody Allen ou os irmãos Coen. Este profissional teve uma ascensão
rápida na carreira, embora em pouco mais de uma década tenha se envolvido em
apenas quatro projetos. Para ele vale mais qualidade que quantidade. Seu nome
ganhou a atenção dos holofotes timidamente com a pequena projeção que tiveram A
Eleição e As Confissões de Schmidt, mas ganhou brilho quando Sideways – Entre
Umas e Outras conquistou indicações importantes para o Oscar, embora muitos
considerem que os críticos ficaram embriagados com a tal viagem etílica
proporcionada pelo cineasta. Na realidade, enquanto muitos quebram a cabeça
buscando a fama através do emprego cada vez maior de tecnologias nas filmagens,
Payne segue o caminho inverso. Minimalista e emotivo, histórias e personagens
são suas matérias-primas e talvez esses sejam também os empecilhos de seus
projetos que acabam encontrando injustamente resistência por certa parte do
público que ainda liga a idéia de prêmios apenas as superproduções.
domingo, 15 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - OS PRODUTORES
Os musicais ressurgiram com fôlego renovado nos anos 2000 e o público foi apresentado a um novo estilo do gênero que une as características tradicionais a certas inovações. Tivemos o amor cantado em prosa e verso de Moulin Rouge, a crítica e o sarcasmo implícito de Chicago e Hairspray e ainda o apelo popular das canções famosas e nostálgicas que embalam Mamma Mia!. A dica neste domingo é dar um pouco de atenção a um representante da categoria que tem toda a pompa e requinte necessários para agradar aos fãs cativos do gênero e novos espectadores, mas que infelizmente não fez o sucesso esperado. Os Produtores (2005) é a refilmagem de Primavera Para Hitler, uma comédia dos anos 60 dirigida por Mel Brooks e vencedora do Oscar de roteiro original. Bem, a produção assinada por Susan Stroman foi bastante elogiada e concorreu a alguns prêmios, mas foi totalmente desprezada pela Academia de Cinema e consequentemente pelo público que preferiu ir ao cinema ver os longas oscarizáveis da temporada. Uma pena, mas uma falha que felizmente pode ser corrigida nestas férias caso ainda não tenham assistido. E mesmo quem já viu poderá se divertir novamente.
sábado, 14 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - CONTÁGIO

sexta-feira, 13 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA
O programa oficial de qualquer sexta-feira 13 é curtir um
bom filme de terror e a dica de hoje é um trabalho que não é excepcional, mas
também está longe de ser o lixo que a crítica tratou de propagar, mas fazer o
quê se a própria distribuidora tratou de manchar a imagem do seu produto
postergando sua estréia no Brasil pro quase dois anos. O Massacre da Serra
Elétrica (2003) é uma refilmagem que ao mesmo tempo em que é um caça-níquel
também presta uma homenagem e não mancha a imagem da obra original lançada em
meados dos anos 70, um dos filmes de terror mais viscerais de todos os tempos.
O produtor Michael Bay, especialista em lançar blockbusters, bateu o pé até
conseguir fazer um remake digno da produção homônima assinada por Tobe Hooper. Antes, ao
menos outros dois títulos tentaram lucrar em cima do assassino Leatherface
(cara de couro), inclusive uma dirigida pelo próprio Hooper se divertindo
tirando um sarro do próprio trabalho que criou investido no estilo trash.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - O MENINO DO PIJAMA LISTRADO
Ser piegas é um
grande problema no mundo do cinema e mesmo quando um filme não termina com um
felizes para sempre não escapa de ser criticado negativamente de abusar dos
clichês em sua narrativa. É curioso observar a repulsa que sofreu O
Menino do Pijama Listrado (2008) quando estreou. O diretor e roteirista Mark Herman, de Hope Springs – Um Lugar Para Sonhar, adaptou o best-seller homônimo
de John Boyne com o desafio de equilibrar a emoção e a crueldade contidas nas
páginas do livro e conseguiu um resultado para partir os corações até dos mais
insensíveis e deve ser neste objetivo que encontramos as explicações para seu
relativo fracasso. Para o espectador de fim de semana, sair do cinema
entristecido é coisa para metidos a intelectual e estes, por sua vez, colocaram
expectativas demais em cima das adaptações literárias e se geralmente se decepcionam.
É sempre bom lembrar que quando lemos um livro criamos a nossa própria visão da
história em nossa mente, mas quando os escritos se tornam imagens reais estamos
acompanhando a versão sonhada por um diretor que também não realiza tudo da
forma como deseja tendo que adequar seu projeto a questões de orçamento,
publicidade, produção entre outras coisas. Todavia, Herman concluiu um belo
trabalho que ainda muitos precisam tomar coragem para encarar e outros devem
rever para esclarecer certos pontos.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - ANTES DE PARTIR
É curioso como alguns filmes
conseguem equilibrar perfeitamente humor e drama na mesma receita. Mais curioso
ainda é terminar de assistir a uma obra que no fundo é triste e ainda assim se
sentir com o espírito elevado. É no significado dos velhos clichês do viva a
vida intensamente ou de aproveite cada dia como se fosse o último que está o
segredo do sucesso de Antes de Partir (2007), longa que
não ganhou prêmios e teve uma passagem modesta nos cinemas, mas que acabou se
tornando um título grandioso conforme o tempo passou daqueles cujo nome está
sempre na ponta da língua quando se deseja indicar um bom programa no aconchego
do lar. O diretor Rob Reiner já trazia em seu currículo outro trabalho que se
tornou um clássico entre populares, Conta
Comigo, e que guarda certas semelhanças com esta produção protagonizada por
Jack Nicholson e Morgan Freeman. Em ambos ele trabalha com as temáticas da
amizade e da morte e consegue uma excelente mistura entre diversão e reflexão.
terça-feira, 10 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA
O cinema sempre encontrou
na vida de artistas plásticos uma rica fonte de inspiração, afinal são vários
os casos de pintores que viveram de forma excêntrica, embebidos em um clima
boêmio, sofrendo decepções amorosas ou com doenças e até mesmo tendo uma morte
um tanto dolorosa ou curiosa. A dica de hoje é nessa linha, mas guarda certas
particularidades que a destacam. Moça com Brinco de Pérola (2003)
recria a vida, ainda que enfocando determinado período, do pintor holandês
Johannes Vermeer a partir de uma de suas obras que dá título ao filme. Ele não
é um dos mais famosos artistas da área, aliás, pouco conhecido ao menos no
Brasil, mas essa ausência de informação torna a experiência de assistir esta
produção ainda mais interessante.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - JAMES E O PÊSSEGO GIGANTE
Quando falamos em animação em stop-motion logo nos lembramos dos famosos A Noiva Cadáver e A Fuga das Galinhas e até do sombrio O Estranho Mundo de Jack, mas poucos conhecem James e o Pêssego Gigante (1996), uma bela animação utilizando esta antiga e eficiente técnica que foi lançada pela Walt Disney que já considerava a obra como o novo Toy Story. O filme foi lançado cerca de um ano depois da aventura dos brinquedos e era aguardada com ansiedade pelos executivos da empresa, mas acabaram se decepcionando. Fracasso nas bilheterias, o longa não recuperou sua saúde financeira e prestígio nem mesmo com as vendas de fitas VHS e DVDs. Bem, realmente seria difícil dispensar a atenção com um produto como este quando os desenhos computadorizados com seus personagens cheios de energia e piadas na ponta da língua tomam conta do mercado. Mas sempre é tempo de corrigir as injustiças.
domingo, 8 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - AUSTRÁLIA
Quando temos bastante tempo livre é a melhor
oportunidade para finalmente criarmos coragem para assistir aqueles tão
comentados épicos do passado. E o Vento
Levou, Casablanca, Gandhi, O Último Imperador e tantos outros certamente
ainda constam na lista de filmes que um dia muitas pessoas desejam assistir,
mas não precisamos fazer uma sessão de choque e mergulhar fundo no baú
cinematográfico. Existem algumas produções de época mais recentes que merecem
uma avaliação melhor por parte do público e que podem dar o empurrãozinho que
faltava para encorajar os cinéfilos que ainda preterem obras com mais de duas
horas de duração. O Senhor dos Anéis e
Titanic são dois exemplos de filmes
classificados como épicos, mas, convenhamos, eles praticamente já fazem parte
da cultura mundial e até mesmo nos confins do mundo alguém deve ter pelo menos
noção do que eles representam. A dica hoje é assistir Austrália (2008), um
grandioso e requintado trabalho que foi achincalhado pela crítica e
consequentemente pelo público. Se nas salas de cinema ele não foi um estouro,
no conforto do lar com o controle remoto em mãos para algumas paradinhas de
descanso o longa pode funcionar melhor e provar que tem seu valor, embora com
ressalvas.
sábado, 7 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - O PREÇO DO AMANHÃ
A expressão tempo é dinheiro ganhou uma boa
representação cinematográfica pelas mãos do diretor e roteirista Andrew Niccol.
A dica neste sábado é ver a sua visão de futuro em O Preço do Amanhã (2011),
uma eficiente mistura de ação e suspense que de quebra nos faz refletir sobre
como serão as coisas daqui alguns anos. Apesar da embalagem high tech, a
produção se baseia em uma antiga ambição humana: a imortalidade ou até mesmo a
juventude eterna. Já está em pauta entre pesquisadores, sociólogos, cientistas,
políticos, enfim em praticamente todos os setores da sociedade como ficará o
mundo com uma superpopulação, afinal estamos vivendo em uma época em que os
idosos estão vivendo mais e muitas doenças foram erradicadas graças aos
esforços dos campos medicinais. Com menos mortes e muitos nascimentos
diariamente, existe a preocupação se haverá possibilidades de oferecer condições
de vida dignas a tantas pessoas. Neste longa tais assuntos podem ser pinçados
pelo espectador para serem pensados mais tarde, mas no momento em que se está
assistindo o grande tema destacado é a ganância e o sentimento de
superioridade.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - UM OLHAR DO PARAÍSO
Um diretor de
cinema pode escolher entre dois caminhos para definir seu trajeto profissional.
Pode optar por trabalhar com um ou dois gêneros constantes, criar uma legião de
fãs e marcar seu estilo ou atirar para tudo quanto é lado, ganhar seu
dinheirinho e viver no anonimato. Porém, alguns profissionais de trás das
câmeras conseguem transitar bem nos mais variados tipos de filmes, mas o
problema é quando o público petrifica uma imagem deles e passa a repudiar
qualquer “pulada de cerca”. Esse mal está sendo vivido por Peter Jackson que
virou um nome quente em hollywood após o sucesso da saga O Senhor dos Anéis, assim tornando-se um sinônimo de megaproduções
e efeitos especiais de ponta. Pouca gente sabe que ele começou sua carreira de
forma modesta, apostando inclusive no trash, e ganhou certo prestígio com o
drama Almas Gêmeas muito antes de
enveredar pela fantasia, mas é certo que a recepção pouco calorosa de Um
Olhar do Paraíso (2009) tem a ver com a expectativa que seu nome em um
projeto gera. Nestas férias uma boa dica é rever esta obra ou assistir pela
primeira vez, mas procurando focar atenção na história e não no currículo do
diretor.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - A DAMA DE FERRO
Poderia uma interpretação excepcional salvar um filme ou
simplesmente ela se mostrar muito maior que a produção em si? É um equívoco uma
grande atuação em um longa parcial e irregular? Nesta quinta-feira a dica é
tirar suas próprias conclusões a respeito de A Dama de Ferro (2011),
um polêmico trabalho que enfoca a trajetória política e pessoal da ex-primeira
ministra britânica Margareth Thatcher, uma das mulheres mais importantes na
História política mundial. Críticos do mundo todo se demonstraram pouco
receptivos ao longa chamando-o de medíocre, fraco, tolo, mentiroso,
manipulador, entre outras tantas coisas nada amistosas. Unanimidade mesmo
somente foi o consenso de que mais uma vez a atriz Meryl Streep deu um banho de
talento e competência interpretando a ilustre personalidade e merecidamente foi
laureada na maioria das premiações da temporada. Ela bateu seu próprio recorde
de indicações ao Oscar chegando a nomeação de numero 17 e surpreendeu
conquistando sua terceira estatueta dourada quando todos, inclusive a própria
atriz, acreditavam que só era questão de tempo para a Academia de Cinema lhe
oferecer um troféu pelo conjunto da obra. Felizmente, os membros votantes ainda
têm um ou outro momento de lucidez e premia quem realmente merece sem pensar na
matemática absurda das vezes que um candidato foi indicado ou sagrou-se
vencedor.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - AMOR A TODA PROVA
O gênero da comédia se divide em diversos subgêneros. Temos as produções de humor adolescentes, as românticas, as inteligentes, as de piadas momentâneas e mais um monte de categorias menores que comumente não são catalogadas. Nos últimos anos tem se tornado corriqueiras as comédias dos homens de meia-idade, lembrando que nos anos 90 as mulheres na idade da menopausa também tiveram seu momento de brilhar no campo humorístico tendo como principais representantes Bette Midler e Diane Keaton. Atualmente, Steve Carell é o grande nome masculino dessa vertente cômica e tem acumulado grandes sucessos na área desde que despontou tardiamente em O Virgem de 40 Anos. Cada vez mais experiente na função do cara maduro que precisa urgentemente de uma companheira, o ator mostra mais uma vez seu talento em Amor a Toda Prova (2011).
terça-feira, 3 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - A.I. - INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

segunda-feira, 2 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - AS HORAS
Existem produções que participam do Oscar e que marcam mesmo sem ter arrebatado os votantes da Academia de Cinema. Detentor apenas do prêmio de Melhor Atriz, dado à Nicole Kidman, o filme As Horas (2002) é uma das grandes atrações que ao longo da história participaram desta festa, mas que acabaram não recebendo o devido valor. Tudo bem, o páreo na época era duro, mas o fato de até o roteiro ter sido ignorado é um fato inexplicável. Baseado na obra homônima do escritor Michael Cunningham, a história adaptada por David Hare e dirigida por Stephen Daldry, de Billy Elliot, felizmente foi reconhecida em outras premiações. Desenvolvido em três épocas distintas, mas ainda assim mantendo elementos entre si que permitem narrativas paralelas e fragmentadas, o longa é poesia pura não só em seus diálogos, mas também em suas belíssimas cenas.
domingo, 1 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - O CASTELO ANIMADO
Você já não aguenta mais a mais a
metralhadora de piadas e referências e os personagens hiperativos que compõem a
maioria das animações atuais? O traço perfeitinho e as cores fortes também não
te impressionam mais? Prepare-se, a temporada de desenhos quase idênticos nos
cinemas está aberta, mas você pode fazer um programa diferente em casa mesmo
alugando ou comprando O Castelo Animado (2004), mais um trabalho
sofisticado, inteligente e ao mesmo tempo de uma simplicidade ímpar de Hayao
Miyazaki, o responsável pelo também aclamado A Viagem de Chihiro. Aliás, ambos os filmes guardam semelhanças
visuais inegáveis, mas isso não é um problema. É sempre um prazer acompanhar
uma bela narrativa contada através de imagens de encher os olhos e personagens
fantásticos que diferem totalmente do maçante estilo de animação que impera
atualmente. Não que tais produtos sejam ruins, pelo contrário, existem vários
primorosos, mais já chegamos a um ponto que até os temas se repetem ou alguém
já se esqueceu da coqueluche que foram os desenhos cuja ambientação era o fundo
do mar? Para não puxar a sardinha totalmente para o lado oriental do assunto, é
preciso destacar que o filme aqui indicado guarda semelhanças com o enredo de A Bela e a Fera que apesar de ser um
clássico literário teve sua fama imortalizada pela Disney.
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