quinta-feira, 7 de abril de 2011

MUITO BARULHO POR NADA

Com uma passagem rápida e sem muito impacto pelos cinemas, Tron - O Legado (2010) chegou da mesma forma ao formato de DVD. Deve chamar a atenção da garotada vidrada em videogames e internet, mas é um título sem forte apelo ao grande público. Esta é a segunda parte de uma aventura futurista lançada em 1982, mas que é apenas um título curioso, longe de ser memorável.

Lançada praticamente trinta anos após o original, esta produção com a marca Disney não encontrou um grande público e tampouco foi um sucesso de crítica. A parte de efeitos visuais e sonoros é o que há de melhor, mas tem um certo ar de ultrapassado e quadrado demais. Depois que criações bem mais audaciosas foram feitas para filmes como Avatar, criar um espaço cibernético, uma realidade paralela, mas com visual já pré-definido pelos velhos jogos de videogames, é uma tarefa sem grandes complicações. Mas nada que tire o apelo visual desta obra. Os avanços na computação gráfica permitiram criar cenários e imagens inacreditáveis e a junção perfeita do que é virtual com atores de carne e osso.

Quando o assunto é roteiro e interpretações, aí o caldo entorna. Para quem não está por dentro das modernidades, o roteiro é um amontoado de bobeiras que deixam o filme um tédio. Dispersar a atenção é uma tarefa facílima. Já para quem gosta do mundo virtual propiciado pela internet e afins, o filme pode parecer bem legal, mas se tiver um pingo de bom senso, deve reconhecer que a produção deixa a desejar. Não espere muito mais que um visual arrebatador. O texto e a edição se responsabilizam em deixar o filme monótono e desinteressante.


A história fala sobre Kevin Flynn (Jeff Bridges), um gênio da informática que desapareceu há muitos anos sem deixar vestígios. Seu filho Sam (Garret Hedlund), na época ainda era uma criança, mas agora se tornou um adulto revoltado que não quer assumir o controle da empresa da família e resolve armar um esquema para desestruturá-la. Um dia o rapaz acaba indo até o local onde Flynn tinha uma série de consoles de videogame e encontra uma passagem secreta que o leva a uma câmara onde está o último trabalho de seu pai. Sam o aciona e acaba sendo levado para um mundo virtual onde finalmente reencontra seu parente desaparecido. Juntos eles vão tentar enfrentar os obstáculos deste espaço misterioso para conseguirem voltar ao mundo real.

Para quem gosta de obras mais realistas, o roteiro é uma tremenda baboseira. Pelo menos o texto tem a preocupação de situar os espectadores sobre o que aconteceu no primeiro filme para o ator Jeff Bridges reaparecer aqui, infelizmente em uma interpretação indigna para um astro tão famoso e respeitável. As cenas em que o ator aparece rejuvenescido não são do outro filme como muitos podem achar. Foram usadas técnicas modernas para tornar sua aparência bem mais jovem.


Recentemente, uma onda de remakes de sucessos dos anos 80 ganhou a atenção do público, mas a Disney quis ser diferente e tentou reciclar uma fórmula velha, mas sem dar o braço a torcer. Fizeram o roteiro para uma continuação com cara de tudo novo, mas conteúdo vencido. Mesmo com vários outros filmes que surgiram nesse intervalo entre o original e a segunda parte sobre a possibilidade de humanos participarem de jogos de games, houve sinal verde para essa continuação tardia de uma aventura futurista desnecessária e enfadonha. Tron - O Legado acaba sendo um produto que criou muito barulho e gastou milhares de dólares em sua produção a troco de nada. Ainda assim, provável que logo façam mais um exemplar da série

Um comentário:

Silvia Freitas disse...

Olá Guilherme, td bom? Já estou por aqui e venho lembrar que o meu outro blog, o http://namanhadogato.blogspot.com/ é o que mais trabalho, visto que o Mundo do Cinema eu faço junto com meu marido e é específico somente para cinemas. Visite o Na Manha do Gato e siga-me por lá tbm. Bjs

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