sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

QUERO SER UM CLÁSSICO


Grandes e premiadas produções do passado com as maiores estrelas que Hollywood já teve vivendo personagens românticos ou verídicos vestindo elegantes roupas de época em um cenário suntuoso. Provavelmente deve ser isso que vem a cabeça da maior parte das pessoas quando se fala em filmes clássicos, tendo como grandes representantes E O Vento Levou, Casablanca, O Mágico de Oz, Spartacus, entre outros. Mas será que essa é realmente a definição?

Um filme clássico não precisa exatamente ter essas características. Não precisam ter títulos românticos ou rebuscados e nem serem americanos, podem ser da filmografia de qualquer país. É uma coincidência que grandes produções de época atravessaram várias décadas como símbolos de sucesso, mas da mesma forma há outros títulos que não contam com esses atributos e mesmo assim são lembrados como obras de importância para a história do cinema e até mesmo para a mundial, mudando pensamentos, comportamentos e propagando hábitos culturais e tendências. Entre os dramas e filmes de guerras têm muitos títulos considerados clássicos, mas isso não impede que aventuras, suspenses, comédias e desenhos também marquem seus nomes nessa lista. O Iluminado e O Exorcista são considerados clássicos do terror por exemplo. A Disney sempre vendeu suas grandes produções com o subtítulo "Clássicos Disney", mesmo as do fim dos anos 90, como O Rei Leão.

Os críticos de cinema são responsáveis por grande parte dos títulos que conseguem atravessar gerações e continuam a ser cultuados. Vira e mexe saem listas dos melhores filmes de todos os tempos ou períodos específicos, e muitos filmes antigos continuam constando nelas, como Cidadão Kane e O Poderoso Chefão. As premiações também contribuem para transformar as vezes um simples filme em um grande clássico, principalmente se for vencedor do Oscar, mas isso não significa que qualquer um deles possa alcançar tal status. Também não é instantaneamente após receber um prêmio que o longa se torna um clássico, isso leva um tempo. Não podemos considerar que os recentes vencedores do Oscar, Quem Quer Ser um Milionário? e Guerra ao Terror, sejam exemplos de obras clássicas. Isso o tempo dirá.

A opinião do público também é importante para dar o título de clássico a uma filme. Uma boa propaganda boca a boca pode ser uma arma infalível para que um filme continue vivo na memória e sobrevivendo a ação do tempo. Para quem costuma frequentar locadoras, isso é nítido e é possível ver nascerem clássicos indiscutíveis ou até mesmo destinados a nichos específicos. Em Algum Lugar do Passado, por ser uma obra antiga e que marcou uma geração, pode ser considerado um clássico universal. Já entre os adimiradores de filmes românticos, Diário de Uma Paixão, Antes Que Termine o Dia e Um Amor Para Recordar são considerados verdadeiros clássicos modernos que se tornaram muito populares nas locadoras e lojas de vendas graças as indicações. É um nicho que está criando seus próprios clássicos, assim como os admiradores de outros gêneros também fazem.

3 comentários:

Karine Lima disse...

Bem legal teu blog
to seguindo,
visita o meu e se gostar siga!
Beijo.

http://livreelouca.blogspot.com/

Ana disse...

Muito bom!!! Vc esclareceu bem o que faz dos filmes um "clássico". =)
Gostei tanto do seu blog que estou seguindo!

http://literaturaecine.blogspot.com/

Emmanuela disse...

Olá Gulherme! O blog está nota 10! Continue assim. Bom, um filme que me marcou muito e que sem dúvida é um grande clássico, chama-se "Uma Rua Chamada Pecado", com Brando no auge do talento e da sensualidade. Se ainda não viu, não perca tempo!

Até a próxima!!

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