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domingo, 6 de janeiro de 2013

FESTIVAL DE FÉRIAS - A PRINCESA E O SAPO

Desde que Toy Story estreou na temporada de férias de 1995/96 o cinema de animação jamais voltou a ser o mesmo e a Disney que estava colhendo os louros da parceria para a distribuição dos longas da Pixar passou a ver ano após ano as bilheterias de seus desenhos tradicionais não corresponderem as expectativas até que chegou um momento em que o estúdio decidiu abandonar as produções do tipo e apostar somente em tecnologia de ponta. A tendência seria intensificada quando as duas empresas finalmente se uniram para a produção de longas metragens, porém, foi o próprio John Lasseter, o diretor que deu o pontapé inicial na onda de desenhos digitais e com roteiro pra lá de inteligentes, que insistiu para que fosse retomado o setor de animação 2D da casa do Mickey Mouse, assim como a exploração dos contos de fadas. A Princesa e o Sapo (2009) marca esse retorno às origens contando com todos os elementos que consagraram tanto o gênero quanto sua técnica de realização, contudo, o projeto foi recebido com ressalva por crítica e público e as opiniões são bem divididas. Para muitos tal filme representou um retrocesso na trajetória das animações, mas isso é puro preconceito ou ignorância provocada pela atual cultura do imediatismo ou da ostentação da tecnologia.

sábado, 5 de janeiro de 2013

FESTIVAL DE FÉRIAS - COMPRAMOS UM ZOOLÓGICO

Um sábado de verão é excelente para fazer uma visita ao zoológico, mas já pensou como deve ser a rotina de quem tem um monte de animais em casa? Essa provavelmente é a primeira ideia que o título Compramos um Zoológico (2011) deve passar, mas seu conteúdo está longe de ser uma comédia bobinha protagonizada por bichinhos falantes ou um filme no qual os humanos sofrem um bocado para cuidar de seus pets endiabrados. Embora calcado em clichês, esta obra pode surpreender, tanto de forma negativa quanto positiva dependendo do ponto de vista, principalmente pelo fato do enredo explorar mais o drama que a comédia. Deve ser este o motivo da obra não ter feito grande sucesso e ser recebida com estranheza por boa parte dos espectadores que esperavam assistir outra coisa. No entanto, esta repulsa não deve ser encarada como um atestado de que a produção é ruim, pelo contrário, ela se encaixa perfeitamente na definição “feel good movie” tão popular entre os americanos, algo como filme bacana, leve, família entre outros adjetivos positivos.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

FESTIVAL DE FÉRIAS - A MULHER DE PRETO

Quem nunca sentiu um calafrio ao passar pelas redondezas de uma casa abandonada ou uma construção distante em meio a um matagal? Hollywood sempre gostou de explorar o filão das residências assombradas, mas nos últimos anos esse tipo de produção acabou perdendo seu charme ao ter que dividir seu público com as fitas de seriais killers ou de exorcismos, ou seja, precisaram se adaptar aos novos tempos e apostar em sustos fáceis, escatologia, erotismo e muito sangue para agradar. Só por fugir deste esquema batido já vale a pena dar uma conferida em A Mulher de Preto (2011), um dos principais projetos da produtora Hammer que retomou suas atividades em 2007. Para quem nunca ouviu falar dela, basta dizer que a empresa praticamente moldou um subgênero do terror principalmente nos anos 70 ressuscitando Drácula, Frankenstein, Múmia e outras criaturas horripilantes clássicas ou que tinham ligações com esses monstros famosos, geralmente tendo os atores Christopher Lee e Peter Cushing encabeçando as produções. Hoje quem consegue assistir pelo menos uma dessas pérolas do terror de antigamente pode tanto achar que está diante de uma maravilha do cinema quanto também considerar uma verdadeira obra trash, mas o fato é que não se pode negar a importância do estúdio em determinada época para a História da sétima arte.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

FESTIVAL DE FÉRIAS - SEGUNDAS INTENÇÕES

Dois jovens pertencentes à alta sociedade nova-iorquina fazem de tudo para manter as aparências de que são pessoas idôneas, mas por debaixo dos panos formam uma dupla irremediavelmente depravada que se diverte com joguinhos de sedução e destruindo as reputações de seus desafetos. Por essa breve descrição realmente Segundas Intenções (1999) não parece ser um filme muito atrativo, mas quem já lhe deu um voto de confiança não se arrependeu. Quer dizer, isso se tais pessoas tiverem até uns trinta e poucos anos e ainda estarem na fase de curtir a solteirice. Para quem já constituiu família digamos que não deve ser muito agradável pensar que futuramente sua doce filhinha pode cair na lábia de um pervertido, que drogas e sexo farão de certa forma parte do cotidiano destes adolescentes e por aí vai. Este drama voltado para o público jovem estreou sem grandes expectativas, mas rapidamente caiu no gosto dos americanos e pouco a pouco foi colecionando fãs em todo o mundo, sendo que hoje a produção é considerada um dos cults movies dos anos 90. Se os grandes filmes para adolescentes datados de uma década antes, geralmente comédias e aventuras, até hoje tachamos como produtos típicos de sessão da tarde, o longa em questão passa bem longe desta classificação por conter cenas fortes, diálogos provocantes e um intenso clima sensual. Sinal dos tempos. A ingenuidade massacrada pelo amadurecimento cada vez mais precoce.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

FESTIVAL DE FÉRIAS - O EXÓTICO HOTEL MARIGOLD

As festas de fim de ano acabaram e hoje muita gente está colocando o pé na estrada, se acomodando em um navio ou embarcando em um avião para curtir alguns dias de descanso em um lugar longe de casa para esquecer qualquer preocupação. A dica de hoje, O Exótico Hotel Marigold (2012), é um agradável passeio pela Índia na companhia de um elenco de luxo reunido pelo diretor John Madden finalmente realizando um trabalho relevante após o premiado Shakespeare Apaixonado. O longa é uma comédia simpática com toques dramáticos que não é perfeita, tem suas falhas, mas talvez o seu jeito despretensioso a transforme em um belo entretenimento. A história pode ser resumida simplesmente como a crônica de um grupo de pessoas da terceira idade que deseja descansar um pouco dos ares ingleses e decide experimentar o tempero do Oriente Médio. O que torna esta experiência interessante é que eles não se conhecem até a chegada ao aeroporto para embarcarem e cada um tem um motivo particular para esta viagem.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

FESTIVAL DE FÉRIAS - A INVENÇÃO DE HUGO CABRET

No início de 1896 um curto filme intitulado A Chegada do Trem na Estação impactou quem o viu. Em Paris, os irmãos Auguste e Louis Lumière, considerados por boa parte dos historiadores como os criadores da arte cinematográfica, filmaram o veículo do título em perspectiva lateral e isso causou na platéia a impressão de que os vagões estavam realmente seguindo em direção a ela e invadiria a aconchegante sala escura a qualquer momento. O resultado é que os desavisados espectadores ficaram em pânico e uma grande confusão começou. Mais de um século se passou e hoje o público deseja realmente assistir a um filme no qual possa ter a sensação de que o imaginário invadiu a realidade, mas para tanto não basta apenas a imaginação. Agora os efeitos 3D tratam de aproximar ao máximo os espectadores dos elementos cinematográficos, o que em alguns casos pode empobrecer a experiência de ir ao cinema ou até mesmo ver um filme em casa. Todavia, o mercado atual pede tecnologia para gerar lucros e até um dos mais renomados cineastas de vanguarda ainda em atividade aderiu ao sistema. A Invenção de Hugo Cabret (2011) marca a estreia de Martin Scorsese no gênero fantasia e também no mundo das inovações.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - NOITE DE ANO NOVO

Hoje nos despedimos do ano de 2012 e damos boas-vindas à 2013. Quantas histórias curiosas devem ocorrer nesse mesmo dia com diferentes pessoas? Enquanto alguns estão eufóricos com os festejos, outros preferem passar a virada sozinhos. Tem gente no hospital doente e outros ansiosos com a chegada de novas vidas. Tem casais apaixonados trocando juras de amor e pessoas torcendo para encontrar o amor no novo ano. Algumas pessoas trabalham nesta noite justamente para levar diversão para outras. Estas e outras histórias são contadas na comédia romântica Noite de Ano Novo (2011) que está sendo indicada aqui aproveitando a data comemorativa de hoje. Apesar de bem intencionado, o longa está longe de ser maravilhoso, mas também não é o lixo que muitos dizem. O problema é que quase duas horas não é o suficiente para desenvolver de forma adequada as histórias que envolvem quase vinte personagens, isso se levarmos em consideração apenas os protagonistas destas subtramas, fora os coadjuvantes.

domingo, 30 de dezembro de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - VALENTE

O mundo dá voltas. Se um dia o império Disney foi estremecido e virou “refém” dos moderninhos desenhos da Pixar agora chegou a vez dos papéis se inverterem. O antigo e longo acordo das duas empresas previa que a casa do Mickey Mouse seria apenas responsável pela divulgação e distribuição dos longas animados através de computação gráfica, mas desde 2008 elas se uniram em um mesmo conglomerado, assim o reino das princesas e animais fofinhos foi invadido por brinquedos e carros animados, monstros bonzinhos, super-heróis entre outros tantos personagens criados através de tecnologia de ponta. Mas como diz o ditado, tudo que é bom dura pouco. No caso da Pixar não. Foram quase duas décadas praticamente dominando o mercado de animações, mas Carros 2 balançou os alicerces da produtora. Após o baque das críticas negativas, surpreendeu o fato de que para tentar dar a volta por cima os executivos do estúdio escolheram aliar modernidade e antiguidade. Valente (2012) definitivamente é um produto diferenciado no catálogo da empresa que fez história com Toy Story, Monstros S.A., Procurando Nemo, entre tantos outros sucessos, mas deixa a desejar no quesito criatividade. 

sábado, 29 de dezembro de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - MOULIN ROUGE, AMOR EM VERMELHO

Durante muitos anos os musicais eram sinônimos de cinema de primeira e marcaram uma fase de ouro de Hollywood. Em meados dos anos 60 o gênero começou a sua decadência sendo sucumbido por produções mais ousadas e realistas. Em tempos de guerras, ganância e luta pela liberdade e direitos, já não havia mais espaço para a magia do casamento da sétima arte com o mundo da música. Um ou outro musical como Cabaret ou Grease – Nos Tempos da Brilhantina conseguiu fazer sucesso e atravessar décadas sendo lembrado, mas definitivamente as produções do tipo pareciam fadadas ao ostracismo. Eis que em pleno início do novo século o mundo foi surpreendido com o lançamento de Moulin Rouge – Amor em Vermelho (2001), um ousado e criativo projeto do diretor e roteirista Baz Luhrmann, antes responsável por uma versão mais moderninha de um conto clássico, Romeu + Julieta. Sua especialidade parece ser oferecer verdadeiros espetáculos visuais, cinema de verdade e sem medo de reinventar fórmulas. No caso ele reinventou os musicais e entregou ao público uma obra ímpar utilizando ao máximo os recursos sonoros e visuais a favor de sua narrativa, optando por toques sutis de computação gráfica e exaltando o lado artesanal de se fazer cinema. Tudo isso sem abrir mão de imprimir sua marca: o exagero, no bom sentido. 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - LETRA E MÚSICA

Última sexta-feira do ano. Muita gente se despedindo dos colegas de trabalho e curtindo um happy-hour ou uma baladinha. A dica de hoje é para aqueles que vão ficar em casa, mas adoram música e cinema.  Letra e Música (2007) é uma deliciosa comédia romântica que apesar de ser contemporânea resgata muito da ingenuidade e da badalação dos anos 80, época em que os bailinhos dos jovens bombavam com canções agitadas ou românticas nas vozes de garotos de vinte e poucos anos que vendiam milhões de discos e suas fotos eram acessórios obrigatórios no quarto de qualquer garota descolada. Quem tem ao menos uma pequena noção de como foi aquela época certamente se sentirá fisgado a acompanhar este filme só de ver os primeiros minutos. A introdução não poderia ser mais criativa. Uma melodia pegajosa embala o videoclipe de uma “boy band” chamada Pop. Pode soar como um nome nada original, mas é usado em tom de ironia. Esses rapazes fizeram sucesso no passado fazendo caras e bocas para conquistar as menininhas e seus passinhos de dança, figurinos e cortes de cabelo marcaram época. O clipe reúne todos os elementos característicos do período no que diz respeito ao mundo da música e da TV ou, em outras palavras, como a MTV ditava a moda aos adolescentes.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - SETE DIAS COM MARILYN

Quem espera assistir Sete Dias com Marilyn (2011) e se deparar com uma bela e merecida homenagem ao mito Miss Monroe pode se decepcionar com o resultado, a começar pelo fato da fita não se limitar a apenas endeusá-la, mas ceder espaço para desconstruir sua imagem de mulher perfeita. Apesar de intitular a produção, a diva não é a protagonista da trama na realidade. A vaga de personagem principal é ocupada por um homem, um apaixonado pela estrela que sonhou em trabalhar ao seu lado, mas conseguiu mais que isso e participou da vida íntima de sua musa e registrou as memórias desses momentos no livro “Minha Semana com Marilyn”, na tradução literal. O autor, o jovem Colin Clark (Eddie Redmayne), narra sua visão da mulher que existiu atrás do mito, longe dos holofotes e da imprensa. Através de seus escritos, adaptados pelo roteirista Adrian Hodges, além de relembrarmos o furacão que ela era em sua vida pública, temos a possibilidade de conhecer a fragilidade e insegurança desta atriz que ao mesmo tempo era temperamental e intensa em altíssimos graus. Coube à requisitada Michelle Williams o dever de interpretar esse ícone de Hollywood e ela não decepcionou, sendo indicada ao Oscar e vencendo o Globo de Ouro de atriz em comédia, mas não se engane os risos são poucos. A veia dramática é que rege a narrativa.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - A PROPOSTA

Após muitos anos protagonizando comédias fraquinhas, Sandra Bullock voltou a ganhar os holofotes há alguns anos estampando a publicidade de três longas que estrearam em datas muito próximas. Ganhou o Oscar de Melhor Atriz por Um Sonho Possível, um dia antes foi eleita no Framboesa de Ouro a pior intérprete por Maluca Paixão e, por fim, fez as pazes com as bilheterias com A Proposta (2009), comédia romântica que não traz inovação alguma e talvez por isso mesmo seja perfeita. Quando a receita é boa, não importa quantas vezes ela seja repetida, mas é preciso tomar cuidado para não errar na seleção dos ingredientes. A diretora Anne Fletcher, de Vestida Para Casar, não nega a previsibilidade da premissa do longa, mas consegue suavizar isso com um roteiro bem trabalhado, uma edição caprichada, um elenco de coadjuvantes excepcionais e, principalmente, um casal de protagonistas em perfeita sintonia, embora inicialmente possa causar certa estranheza pelo fato do mocinho da fita, Ryan Reynolds, parecer muito mais jovem que sua companheira, uma impressão que temos provavelmente por causa do tempo de carreira de cada um.
 

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - OPERAÇÃO PRESENTE

Dia 25 de dezembro, é Natal, e os chatos de plantão podem reclamar a vontade, mas não dá para comemorar a data sem curtir um filminho natalino. Todos sabem o que vamos encontrar neles e talvez seja justamente a valorização do espírito de união, amor e solidariedade que todos buscam nesse tipo de produção. Geralmente com roteiros que flertam com o drama e a comédia, basicamente tais obras lidam com o tema da recuperação do conceito original desta data festiva e a animação Operação Presente (2011) não foge à regra, mas basta um pouco de criatividade para dar certo ar de novidade à produção. Como o Papai Noel entrega tantos presentes em todo o mundo em uma única noite? Basicamente tentando responder a essa pergunta que milhares de crianças certamente fazem todos os anos, este desenho traz toques de modernidade em sua narrativa como uma mega operação de confecção e distribuição de presentes com o que há de mais moderno e o sempre necessário núcleo familiar disfuncional desta vez é representado pelos próprios parentes do bom velhinho.
 

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - UM NATAL MUITO, MUITO LOUCO

Hoje é véspera de Natal, dia de muita correria e compras de última hora, em outras palavras, dia de muito estresse, mas a noite vem a calmaria e as alegrias e emoções devem predominar. No Brasil não temos o mesmo fanatismo que os americanos têm com esta festa cristã, mas ainda assim muitas pessoas vivem o clima natalino intensamente meses antes. Para elas todas aquelas enxurradas de reprises de comédias e dramas típicos de fim de ano na televisão são uma dádiva. Para quem ainda sente apreço pela comemoração, mas todo o ano promete que da próxima vez vai fazer algo diferente entre os dias 24 e 25 de dezembro, certamente se identificará com o casal protagonista de Um Natal Muito, Muito Louco (2003), longa que já pode ser considerado um clássico natalino tal qual Férias Frustradas de Natal, figurinha carimbada na TV praticamente todos os anos ao longo de quase três décadas. Ambos tratam do respeito e cultivo das tradições e do espírito de solidariedade e de família unida, mas claro que tudo temperado com muito humor.
 

domingo, 23 de dezembro de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - UM FAZ DE CONTA QUE ACONTECE

Adam Sandler é um ator que fincou raízes no gênero comédia e coleciona milhares de fãs por todo o mundo, principalmente por seus personagens conseguirem a simpatia imediata com as platéias. Ele está acostumado a viver trintões que se esqueceram de crescer e que só pensam em diversão e mulheres, assim palavrões e piadas de duplo sentido estão sempre na ponta de sua língua, ainda que ele não seja o ator mais desbocado de sua geração. Porém, muitas crianças também são fãs do comediante e talvez por isso ele seja o protagonista de Um Faz de Conta que Acontece (2008), comédia familiar dos estúdios Disney que nos últimos anos tem repensado seu manual de trabalho. Antes seria difícil acreditar que um longa protagonizado pelo astro de Click ou Gente Grande saísse da casa do Mickey Mouse. A escolha foi acertada. Sandler está totalmente a vontade interpretando, para variar, um cara que já não é mais nenhum adolescente, mas ainda não sabe bem o que quer da vida e vive de sonhos.
 

sábado, 22 de dezembro de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - TÃO FORTE E TÃO PERTO

As tristes e chocantes lembranças do fatídico dia 11 de setembro de 2001 e seu ataque às Torres Gêmeas nos EUA ainda estão presentes na memória de todos aqueles que acompanharam as notícias inacreditáveis que iam sendo informadas minuto a minuto pela imprensa mundial naquela época e ainda servem como fonte de inspiração para os diretores de cinema. Entre documentários, grandes produções e outras de proporções modestas, são muitos os filmes que retrataram de forma realista, amena ou com forte apelo dramático este episódio marcante da História moderna. Dez anos após a tragédia, foi a vez do cineasta Stephen Daldry, especialista em dramas e três vezes indicado ao Oscar, abordar o tema em Tão Forte e Tão Perto (2011). Não é um dos seus melhores trabalhos, mas está acima da média de outros produtos que trataram do tema e surpreendentemente foi indicado pela Academia de Cinema ao prêmio de Melhor Filme, mas isso em nada ajudou em sua repercussão e bilheteria. Todavia, uma obra a ser descoberta pelo grande público.
 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - 2012

21 de dezembro de 2012. Esta é uma data que nos últimos tempos assombrou muita gente. Bem, se você estiver lendo esta crítica no dia 22, pode estourar o champanhe e comemorar: você sobreviveu à profecia apocalíptica maia. Séculos atrás este lendário povo deixou escrito o calendário de milhares de anos à frente, mas os escritos acabam justamente na data mencionada. Desde então astrólogos, religiosos, sensitivos, cientistas, geólogos, autoridades e pessoas de muitas outras áreas passaram a estudar o que isso poderia significar e muitos concluíram que esse seria o dia da extinção da humanidade através de eventos que alterariam drasticamente clima, relevo, direção dos ventos, força das águas entre outras coisas relacionadas à fúria da natureza. Baseando-se nesta impactante crença, muitos produtores trataram de explorar o tema, mas a grande produção batizada óbvia e simplesmente de 2012 (2009) foi criada pelo diretor Roland Emmerich. Ninguém melhor que ele que já convocou extraterrestres para acabar com os EUA (Independence Day), trouxe um mega lagarto de terras orientais para arrasar territórios ocidentais (Godzilla) e que mostrou a revolta da natureza contra os maus-tratos que recebe dos humanos (O Dia Depois de Amanhã) para se encarregar de dar o ultimato à população da terra.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - REENCONTRANDO A FELICIDADE

A morte é um episódio doloroso com o qual todos precisam aprender a lidar, mas isso não é nada fácil, principalmente quando se perde um ente querido. Pela ordem natural das coisas, as pessoas mais velhas partem antes das mais novas, mas como lidar com a situação de perda quando há uma inversão como, por exemplo, o filho falecer antes dos pais? É justamente a respeito desta dor que gira o enredo de Reencontrando a Felicidade (2010), um eficiente drama dirigido por John Cameron Mitchell, responsável pelos polêmicos Hedwig – Rock, Amor e Traição e Shortbus. Em seu terceiro trabalho atrás das câmeras, o cineasta deixou que o seu momento de vida o inspirasse. Após perder um irmão de apenas dez anos de idade, Mitchell adquiriu toda a carga dramática necessária para expor a dor da perda em um longa-metragem e provar que como diz o ditado o tempo é o melhor remédio para esse tipo de caso.
 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - DRIVE

Infelizmente hoje em dia muita gente leva em consideração os efeitos especiais e sonoros na hora de escolher um filme, o que dá certa vantagem para as produções de ação e não é mais nem preciso ir ao cinema para curtir imagens e sons inacreditáveis. Para os amantes destes produtos, certamente um enredo que fala sobre um sujeito esquisitão que leva uma vida dupla se dividindo entre o trabalho como dublê de filmes e uns bicos para o mundo da máfia deve soar como adrenalina pura ainda mais quando nos deparamos com o titulo, Drive (2011), assim mesmo sem traduções literais ou estapafúrdias para o português. Porém, basta acompanhar a introdução para que muitos comecem a chiar. Ryan Gosling vive o protagonista cujo nome nunca é revelado. Logo no início ele está prestando serviços para uma dupla de ladrões que está em fuga após um assalto. A perseguição clássica de mocinhos aos bandidos está em cena, mas esqueça de qualquer barulho ensurdecedor, capotagens e frases idiotas ou manjadas trocadas entre as partes envolvidas. O recado está dado. Apesar do estilo ação hollywoodiana se fazer presente, aqui o conteúdo prevalece sobre o tiroteio e o corre-corre.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - PEIXE GRANDE E SUAS HISTÓRIAS MARAVILHOSAS

Qualquer pessoa que é realmente apaixonada por cinema sabe que o estilo do diretor Tim Burton é inconfundível. Adepto do estilo gótico, das fábulas e fantasias, cada novo trabalho seu se transforma em um aguardado evento antes mesmo da estréia. Porém, ele está longe de ser um Midas do cinema, nem tudo que faz se transforma em ouro como é o caso de Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (2003), um belíssimo filme que mescla com perfeição realidade e fantasia em uma narrativa agradável e tocante. Lançado em meio aos títulos concorrentes ao Oscar da temporada de 2004, premiação na qual apenas concorreu como Melhor Trilha Sonora, o longa passou despercebido, ainda que as críticas da imprensa em sua maioria deram parecer positivo à produção. Assistir hoje em dia esta obra, além de ser imensamente recompensador, nos mostra mais uma vez o quanto as premiações estão voltadas ao comercial e cada vez menos para o lado artístico. Só assim para explicar a rejeição da produção nos prêmios e consequentemente sua exposição prejudicada.

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