Desde
que Toy Story estreou na temporada de
férias de 1995/96 o cinema de animação jamais voltou a ser o mesmo e a Disney
que estava colhendo os louros da parceria para a distribuição dos longas da
Pixar passou a ver ano após ano as bilheterias de seus desenhos tradicionais
não corresponderem as expectativas até que chegou um momento em que o estúdio
decidiu abandonar as produções do tipo e apostar somente em tecnologia de
ponta. A tendência seria intensificada quando as duas empresas finalmente se
uniram para a produção de longas metragens, porém, foi o próprio John Lasseter,
o diretor que deu o pontapé inicial na onda de desenhos digitais e com roteiro
pra lá de inteligentes, que insistiu para que fosse retomado o setor de animação
2D da casa do Mickey Mouse, assim como a exploração dos contos de fadas. A
Princesa e o Sapo (2009) marca esse retorno às origens contando com
todos os elementos que consagraram tanto o gênero quanto sua técnica de
realização, contudo, o projeto foi recebido com ressalva por crítica e público
e as opiniões são bem divididas. Para muitos tal filme representou um
retrocesso na trajetória das animações, mas isso é puro preconceito ou
ignorância provocada pela atual cultura do imediatismo ou da ostentação da
tecnologia.
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domingo, 6 de janeiro de 2013
sábado, 5 de janeiro de 2013
FESTIVAL DE FÉRIAS - COMPRAMOS UM ZOOLÓGICO
Um sábado de verão é excelente
para fazer uma visita ao zoológico, mas já pensou como deve ser a rotina de
quem tem um monte de animais em casa? Essa provavelmente é a primeira ideia que
o título Compramos um Zoológico (2011) deve passar, mas seu conteúdo
está longe de ser uma comédia bobinha protagonizada por bichinhos falantes ou
um filme no qual os humanos sofrem um bocado para cuidar de seus pets
endiabrados. Embora calcado em clichês, esta obra pode surpreender, tanto de forma
negativa quanto positiva dependendo do ponto de vista, principalmente pelo fato
do enredo explorar mais o drama que a comédia. Deve ser este o motivo da obra
não ter feito grande sucesso e ser recebida com estranheza por boa parte dos
espectadores que esperavam assistir outra coisa. No entanto, esta repulsa não
deve ser encarada como um atestado de que a produção é ruim, pelo contrário,
ela se encaixa perfeitamente na definição “feel good movie” tão popular entre
os americanos, algo como filme bacana, leve, família entre outros adjetivos
positivos.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
FESTIVAL DE FÉRIAS - A MULHER DE PRETO
Quem nunca sentiu um calafrio ao
passar pelas redondezas de uma casa abandonada ou uma construção distante em
meio a um matagal? Hollywood sempre gostou de explorar o filão das residências
assombradas, mas nos últimos anos esse tipo de produção acabou perdendo seu
charme ao ter que dividir seu público com as fitas de seriais killers ou de
exorcismos, ou seja, precisaram se adaptar aos novos tempos e apostar em sustos
fáceis, escatologia, erotismo e muito sangue para agradar. Só por fugir deste
esquema batido já vale a pena dar uma conferida em A Mulher de Preto (2011),
um dos principais projetos da produtora Hammer que retomou suas atividades em
2007. Para quem nunca ouviu falar dela, basta dizer que a empresa praticamente
moldou um subgênero do terror principalmente nos anos 70 ressuscitando Drácula,
Frankenstein, Múmia e outras criaturas horripilantes clássicas ou que tinham
ligações com esses monstros famosos, geralmente tendo os atores Christopher Lee
e Peter Cushing encabeçando as produções. Hoje quem consegue assistir pelo
menos uma dessas pérolas do terror de antigamente pode tanto achar que está
diante de uma maravilha do cinema quanto também considerar uma verdadeira obra
trash, mas o fato é que não se pode negar a importância do estúdio em
determinada época para a História da sétima arte.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
FESTIVAL DE FÉRIAS - SEGUNDAS INTENÇÕES
Dois jovens
pertencentes à alta sociedade nova-iorquina fazem de tudo para manter as
aparências de que são pessoas idôneas, mas por debaixo dos panos formam uma
dupla irremediavelmente depravada que se diverte com joguinhos de sedução e
destruindo as reputações de seus desafetos. Por essa breve descrição realmente Segundas
Intenções (1999) não parece ser um filme muito
atrativo, mas quem já lhe deu um voto de confiança não se arrependeu. Quer
dizer, isso se tais pessoas tiverem até uns trinta e poucos anos e ainda estarem
na fase de curtir a solteirice. Para quem já constituiu família digamos que não
deve ser muito agradável pensar que futuramente sua doce filhinha pode cair na
lábia de um pervertido, que drogas e sexo farão de certa forma parte do
cotidiano destes adolescentes e por aí vai. Este drama voltado para o público
jovem estreou sem grandes expectativas, mas rapidamente caiu no gosto dos
americanos e pouco a pouco foi colecionando fãs em todo o mundo, sendo que hoje
a produção é considerada um dos cults movies dos anos 90. Se os grandes filmes
para adolescentes datados de uma década antes, geralmente comédias e aventuras,
até hoje tachamos como produtos típicos de sessão da tarde, o longa em questão
passa bem longe desta classificação por conter cenas fortes, diálogos
provocantes e um intenso clima sensual. Sinal dos tempos. A ingenuidade
massacrada pelo amadurecimento cada vez mais precoce.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
FESTIVAL DE FÉRIAS - O EXÓTICO HOTEL MARIGOLD
As festas de fim de ano acabaram e hoje
muita gente está colocando o pé na estrada, se acomodando em um navio ou
embarcando em um avião para curtir alguns dias de descanso em um lugar longe de
casa para esquecer qualquer preocupação. A dica de hoje, O Exótico Hotel Marigold
(2012), é um agradável passeio pela Índia na companhia de um elenco de luxo
reunido pelo diretor John Madden finalmente realizando um trabalho relevante
após o premiado Shakespeare Apaixonado.
O longa é uma comédia simpática com toques dramáticos que não é perfeita, tem
suas falhas, mas talvez o seu jeito despretensioso a transforme em um belo
entretenimento. A história pode ser resumida simplesmente como a crônica de um
grupo de pessoas da terceira idade que deseja descansar um pouco dos ares
ingleses e decide experimentar o tempero do Oriente Médio. O que torna esta
experiência interessante é que eles não se conhecem até a chegada ao aeroporto
para embarcarem e cada um tem um motivo particular para esta viagem.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
FESTIVAL DE FÉRIAS - A INVENÇÃO DE HUGO CABRET
No início de 1896 um curto filme
intitulado A Chegada do Trem na Estação
impactou quem o viu. Em Paris, os irmãos Auguste e Louis Lumière, considerados
por boa parte dos historiadores como os criadores da arte cinematográfica, filmaram
o veículo do título em perspectiva lateral e isso causou na platéia a impressão
de que os vagões estavam realmente seguindo em direção a ela e invadiria a
aconchegante sala escura a qualquer momento. O resultado é que os desavisados
espectadores ficaram em pânico e uma grande confusão começou. Mais de um século
se passou e hoje o público deseja realmente assistir a um filme no qual possa ter
a sensação de que o imaginário invadiu a realidade, mas para tanto não basta
apenas a imaginação. Agora os efeitos 3D tratam de aproximar ao máximo os
espectadores dos elementos cinematográficos, o que em alguns casos pode
empobrecer a experiência de ir ao cinema ou até mesmo ver um filme em casa.
Todavia, o mercado atual pede tecnologia para gerar lucros e até um dos mais
renomados cineastas de vanguarda ainda em atividade aderiu ao sistema. A
Invenção de Hugo Cabret (2011) marca a estreia de Martin Scorsese no
gênero fantasia e também no mundo das inovações.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - NOITE DE ANO NOVO
Hoje nos
despedimos do ano de 2012 e damos boas-vindas à 2013. Quantas histórias
curiosas devem ocorrer nesse mesmo dia com diferentes pessoas? Enquanto alguns
estão eufóricos com os festejos, outros preferem passar a virada sozinhos. Tem
gente no hospital doente e outros ansiosos com a chegada de novas vidas. Tem
casais apaixonados trocando juras de amor e pessoas torcendo para encontrar o
amor no novo ano. Algumas pessoas trabalham nesta noite justamente para levar
diversão para outras. Estas e outras histórias são contadas na comédia
romântica Noite de Ano Novo (2011) que está sendo indicada aqui aproveitando
a data comemorativa de hoje. Apesar de bem intencionado, o longa está longe de
ser maravilhoso, mas também não é o lixo que muitos dizem. O problema é que
quase duas horas não é o suficiente para desenvolver de forma adequada as histórias
que envolvem quase vinte personagens, isso se levarmos em consideração apenas
os protagonistas destas subtramas, fora os coadjuvantes.
domingo, 30 de dezembro de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - VALENTE
O mundo dá voltas. Se um dia o
império Disney foi estremecido e virou “refém” dos moderninhos desenhos da
Pixar agora chegou a vez dos papéis se inverterem. O antigo e longo acordo das
duas empresas previa que a casa do Mickey Mouse seria apenas responsável pela
divulgação e distribuição dos longas animados através de computação gráfica,
mas desde 2008 elas se uniram em um mesmo conglomerado, assim o reino das
princesas e animais fofinhos foi invadido por brinquedos e carros animados,
monstros bonzinhos, super-heróis entre outros tantos personagens criados
através de tecnologia de ponta. Mas como diz o ditado, tudo que é bom dura
pouco. No caso da Pixar não. Foram quase duas décadas praticamente dominando o
mercado de animações, mas Carros 2
balançou os alicerces da produtora. Após o baque das críticas negativas,
surpreendeu o fato de que para tentar dar a volta por cima os executivos do
estúdio escolheram aliar modernidade e antiguidade. Valente (2012)
definitivamente é um produto diferenciado no catálogo da empresa que fez
história com Toy Story, Monstros S.A.,
Procurando Nemo, entre tantos outros sucessos, mas deixa a desejar no
quesito criatividade.
sábado, 29 de dezembro de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - MOULIN ROUGE, AMOR EM VERMELHO
Durante muitos anos os
musicais eram sinônimos de cinema de primeira e marcaram uma fase de ouro de
Hollywood. Em meados dos anos 60 o gênero começou a sua decadência sendo
sucumbido por produções mais ousadas e realistas. Em tempos de guerras,
ganância e luta pela liberdade e direitos, já não havia mais espaço para a
magia do casamento da sétima arte com o mundo da música. Um ou outro musical
como Cabaret ou Grease – Nos Tempos da Brilhantina conseguiu fazer sucesso e
atravessar décadas sendo lembrado, mas definitivamente as produções do tipo
pareciam fadadas ao ostracismo. Eis que em pleno início do novo século o mundo
foi surpreendido com o lançamento de Moulin Rouge – Amor em Vermelho (2001),
um ousado e criativo projeto do diretor e roteirista Baz Luhrmann, antes responsável
por uma versão mais moderninha de um conto clássico, Romeu + Julieta. Sua especialidade parece ser oferecer verdadeiros
espetáculos visuais, cinema de verdade e sem medo de reinventar fórmulas. No
caso ele reinventou os musicais e entregou ao público uma obra ímpar utilizando
ao máximo os recursos sonoros e visuais a favor de sua narrativa, optando por
toques sutis de computação gráfica e exaltando o lado artesanal de se fazer
cinema. Tudo isso sem abrir mão de imprimir sua marca: o exagero, no bom
sentido.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - LETRA E MÚSICA
Última sexta-feira do ano. Muita
gente se despedindo dos colegas de trabalho e curtindo um happy-hour ou uma
baladinha. A dica de hoje é para aqueles que vão ficar em casa, mas adoram
música e cinema. Letra e Música (2007) é
uma deliciosa comédia romântica que apesar de ser contemporânea resgata muito
da ingenuidade e da badalação dos anos 80, época em que os bailinhos dos jovens
bombavam com canções agitadas ou românticas nas vozes de garotos de vinte e
poucos anos que vendiam milhões de discos e suas fotos eram acessórios
obrigatórios no quarto de qualquer garota descolada. Quem tem ao menos uma
pequena noção de como foi aquela época certamente se sentirá fisgado a
acompanhar este filme só de ver os primeiros minutos. A introdução não poderia
ser mais criativa. Uma melodia pegajosa embala o videoclipe de uma “boy band”
chamada Pop. Pode soar como um nome nada original, mas é usado em tom de
ironia. Esses rapazes fizeram sucesso no passado fazendo caras e bocas para
conquistar as menininhas e seus passinhos de dança, figurinos e cortes de
cabelo marcaram época. O clipe reúne todos os elementos característicos do
período no que diz respeito ao mundo da música e da TV ou, em outras palavras,
como a MTV ditava a moda aos adolescentes.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - SETE DIAS COM MARILYN
Quem espera
assistir Sete Dias com Marilyn (2011) e se deparar com uma bela e
merecida homenagem ao mito Miss Monroe pode se decepcionar com o resultado, a
começar pelo fato da fita não se limitar a apenas endeusá-la, mas ceder espaço
para desconstruir sua imagem de mulher perfeita. Apesar de intitular a
produção, a diva não é a protagonista da trama na realidade. A vaga de
personagem principal é ocupada por um homem, um apaixonado pela estrela que
sonhou em trabalhar ao seu lado, mas conseguiu mais que isso e participou da
vida íntima de sua musa e registrou as memórias desses momentos no livro “Minha
Semana com Marilyn”, na tradução literal. O autor, o jovem Colin Clark (Eddie
Redmayne), narra sua visão da mulher que existiu atrás do mito, longe dos
holofotes e da imprensa. Através de seus escritos, adaptados pelo roteirista
Adrian Hodges, além de relembrarmos o furacão que ela era em sua vida pública,
temos a possibilidade de conhecer a fragilidade e insegurança desta atriz que
ao mesmo tempo era temperamental e intensa em altíssimos graus. Coube à
requisitada Michelle Williams o dever de interpretar esse ícone de Hollywood e
ela não decepcionou, sendo indicada ao Oscar e vencendo o Globo de Ouro de
atriz em comédia, mas não se engane os risos são poucos. A veia dramática é que
rege a narrativa.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - A PROPOSTA
Após muitos
anos protagonizando comédias fraquinhas, Sandra Bullock voltou a ganhar os
holofotes há alguns anos estampando a publicidade de três longas que estrearam
em datas muito próximas. Ganhou o Oscar de Melhor Atriz por Um Sonho Possível, um dia antes foi
eleita no Framboesa de Ouro a pior intérprete por Maluca Paixão e, por fim, fez as pazes com as bilheterias com A
Proposta (2009), comédia romântica que não traz inovação alguma e
talvez por isso mesmo seja perfeita. Quando a receita é boa, não importa
quantas vezes ela seja repetida, mas é preciso tomar cuidado para não errar na
seleção dos ingredientes. A diretora Anne Fletcher, de Vestida Para Casar, não nega a previsibilidade da premissa do
longa, mas consegue suavizar isso com um roteiro bem trabalhado, uma edição
caprichada, um elenco de coadjuvantes excepcionais e, principalmente, um casal
de protagonistas em perfeita sintonia, embora inicialmente possa causar certa
estranheza pelo fato do mocinho da fita, Ryan Reynolds, parecer muito mais
jovem que sua companheira, uma impressão que temos provavelmente por causa do
tempo de carreira de cada um.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - OPERAÇÃO PRESENTE
Dia 25 de dezembro, é Natal, e os
chatos de plantão podem reclamar a vontade, mas não dá para comemorar a data
sem curtir um filminho natalino. Todos sabem o que vamos encontrar neles e
talvez seja justamente a valorização do espírito de união, amor e solidariedade
que todos buscam nesse tipo de produção. Geralmente com roteiros que flertam
com o drama e a comédia, basicamente tais obras lidam com o tema da recuperação
do conceito original desta data festiva e a animação Operação Presente (2011)
não foge à regra, mas basta um pouco de criatividade para dar certo ar de
novidade à produção. Como o Papai Noel entrega tantos presentes em todo o mundo
em uma única noite? Basicamente tentando responder a essa pergunta que milhares
de crianças certamente fazem todos os anos, este desenho traz toques de
modernidade em sua narrativa como uma mega operação de confecção e distribuição
de presentes com o que há de mais moderno e o sempre necessário núcleo familiar
disfuncional desta vez é representado pelos próprios parentes do bom velhinho.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - UM NATAL MUITO, MUITO LOUCO
Hoje é véspera de Natal, dia de muita correria e compras de
última hora, em outras palavras, dia de muito estresse, mas a noite vem a
calmaria e as alegrias e emoções devem predominar. No Brasil não temos o mesmo
fanatismo que os americanos têm com esta festa cristã, mas ainda assim muitas
pessoas vivem o clima natalino intensamente meses antes. Para elas todas
aquelas enxurradas de reprises de comédias e dramas típicos de fim de ano na
televisão são uma dádiva. Para quem ainda sente apreço pela comemoração, mas
todo o ano promete que da próxima vez vai fazer algo diferente entre os dias 24
e 25 de dezembro, certamente se identificará com o casal protagonista de Um
Natal Muito, Muito Louco (2003), longa que já pode ser considerado um clássico
natalino tal qual Férias Frustradas de Natal, figurinha carimbada na TV
praticamente todos os anos ao longo de quase três décadas. Ambos tratam do
respeito e cultivo das tradições e do espírito de solidariedade e de família
unida, mas claro que tudo temperado com muito humor.
domingo, 23 de dezembro de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - UM FAZ DE CONTA QUE ACONTECE
Adam Sandler é um ator que fincou
raízes no gênero comédia e coleciona milhares de fãs por todo o mundo,
principalmente por seus personagens conseguirem a simpatia imediata com as
platéias. Ele está acostumado a viver trintões que se esqueceram de crescer e
que só pensam em diversão e mulheres, assim palavrões e piadas de duplo sentido
estão sempre na ponta de sua língua, ainda que ele não seja o ator mais
desbocado de sua geração. Porém, muitas crianças também são fãs do comediante e
talvez por isso ele seja o protagonista de Um Faz de Conta que Acontece (2008),
comédia familiar dos estúdios Disney que nos últimos anos tem repensado seu
manual de trabalho. Antes seria difícil acreditar que um longa protagonizado
pelo astro de Click ou Gente Grande saísse da casa do Mickey Mouse.
A escolha foi acertada. Sandler está totalmente a vontade interpretando, para
variar, um cara que já não é mais nenhum adolescente, mas ainda não sabe bem o
que quer da vida e vive de sonhos.
sábado, 22 de dezembro de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - TÃO FORTE E TÃO PERTO
As tristes e chocantes lembranças
do fatídico dia 11 de setembro de 2001 e seu ataque às Torres Gêmeas nos EUA ainda
estão presentes na memória de todos aqueles que acompanharam as notícias
inacreditáveis que iam sendo informadas minuto a minuto pela imprensa mundial
naquela época e ainda servem como fonte de inspiração para os diretores de
cinema. Entre documentários, grandes produções e outras de proporções modestas,
são muitos os filmes que retrataram de forma realista, amena ou com forte apelo
dramático este episódio marcante da História moderna. Dez anos após a tragédia,
foi a vez do cineasta Stephen Daldry, especialista em dramas e três vezes
indicado ao Oscar, abordar o tema em Tão Forte e Tão Perto (2011). Não é
um dos seus melhores trabalhos, mas está acima da média de outros produtos que
trataram do tema e surpreendentemente foi indicado pela Academia de Cinema ao
prêmio de Melhor Filme, mas isso em nada ajudou em sua repercussão e
bilheteria. Todavia, uma obra a ser descoberta pelo grande público.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - 2012
21 de dezembro de 2012. Esta é uma data que nos últimos tempos
assombrou muita gente. Bem, se você estiver lendo esta crítica no dia 22, pode
estourar o champanhe e comemorar: você sobreviveu à profecia apocalíptica maia.
Séculos atrás este lendário povo deixou escrito o calendário de milhares de
anos à frente, mas os escritos acabam justamente na data mencionada. Desde
então astrólogos, religiosos, sensitivos, cientistas, geólogos, autoridades e
pessoas de muitas outras áreas passaram a estudar o que isso poderia significar
e muitos concluíram que esse seria o dia da extinção da humanidade através de
eventos que alterariam drasticamente clima, relevo, direção dos ventos, força
das águas entre outras coisas relacionadas à fúria da natureza. Baseando-se
nesta impactante crença, muitos produtores trataram de explorar o tema, mas a
grande produção batizada óbvia e simplesmente de 2012 (2009) foi criada
pelo diretor Roland Emmerich. Ninguém melhor que ele que já convocou
extraterrestres para acabar com os EUA (Independence
Day), trouxe um mega lagarto de terras orientais para arrasar territórios
ocidentais (Godzilla) e que mostrou a
revolta da natureza contra os maus-tratos que recebe dos humanos (O Dia Depois de Amanhã) para se
encarregar de dar o ultimato à população da terra.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - REENCONTRANDO A FELICIDADE
A morte é um episódio doloroso com o qual todos precisam aprender
a lidar, mas isso não é nada fácil, principalmente quando se perde um ente
querido. Pela ordem natural das coisas, as pessoas mais velhas partem antes das
mais novas, mas como lidar com a situação de perda quando há uma inversão como,
por exemplo, o filho falecer antes dos pais? É justamente a respeito desta dor
que gira o enredo de Reencontrando a Felicidade (2010),
um eficiente drama dirigido por John Cameron Mitchell, responsável pelos polêmicos
Hedwig – Rock, Amor e Traição e Shortbus. Em seu terceiro trabalho atrás
das câmeras, o cineasta deixou que o seu momento de vida o inspirasse. Após
perder um irmão de apenas dez anos de idade, Mitchell adquiriu toda a carga
dramática necessária para expor a dor da perda em um longa-metragem e provar
que como diz o ditado o tempo é o melhor remédio para esse tipo de caso.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - DRIVE
Infelizmente hoje em dia muita
gente leva em consideração os efeitos especiais e sonoros na hora de escolher
um filme, o que dá certa vantagem para as produções de ação e não é mais nem
preciso ir ao cinema para curtir imagens e sons inacreditáveis. Para os amantes
destes produtos, certamente um enredo que fala sobre um sujeito esquisitão que
leva uma vida dupla se dividindo entre o trabalho como dublê de filmes e uns
bicos para o mundo da máfia deve soar como adrenalina pura ainda mais quando
nos deparamos com o titulo, Drive (2011), assim mesmo sem
traduções literais ou estapafúrdias para o português. Porém, basta acompanhar a
introdução para que muitos comecem a chiar. Ryan Gosling vive o protagonista
cujo nome nunca é revelado. Logo no início ele está prestando serviços para uma
dupla de ladrões que está em fuga após um assalto. A perseguição clássica de
mocinhos aos bandidos está em cena, mas esqueça de qualquer barulho
ensurdecedor, capotagens e frases idiotas ou manjadas trocadas entre as partes
envolvidas. O recado está dado. Apesar do estilo ação hollywoodiana se fazer
presente, aqui o conteúdo prevalece sobre o tiroteio e o corre-corre.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - PEIXE GRANDE E SUAS HISTÓRIAS MARAVILHOSAS
Qualquer pessoa que é realmente
apaixonada por cinema sabe que o estilo do diretor Tim Burton é inconfundível.
Adepto do estilo gótico, das fábulas e fantasias, cada novo trabalho seu se
transforma em um aguardado evento antes mesmo da estréia. Porém, ele está longe
de ser um Midas do cinema, nem tudo que faz se transforma em ouro como é o caso
de Peixe
Grande e Suas Histórias Maravilhosas (2003), um belíssimo filme que
mescla com perfeição realidade e fantasia em uma narrativa agradável e tocante.
Lançado em meio aos títulos concorrentes ao Oscar da temporada de 2004,
premiação na qual apenas concorreu como Melhor Trilha Sonora, o longa passou
despercebido, ainda que as críticas da imprensa em sua maioria deram parecer
positivo à produção. Assistir hoje em dia esta obra, além de ser imensamente
recompensador, nos mostra mais uma vez o quanto as premiações estão voltadas ao
comercial e cada vez menos para o lado artístico. Só assim para explicar a
rejeição da produção nos prêmios e consequentemente sua exposição prejudicada.
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