O programa oficial de qualquer sexta-feira 13 é curtir um
bom filme de terror e a dica de hoje é um trabalho que não é excepcional, mas
também está longe de ser o lixo que a crítica tratou de propagar, mas fazer o
quê se a própria distribuidora tratou de manchar a imagem do seu produto
postergando sua estréia no Brasil pro quase dois anos. O Massacre da Serra
Elétrica (2003) é uma refilmagem que ao mesmo tempo em que é um caça-níquel
também presta uma homenagem e não mancha a imagem da obra original lançada em
meados dos anos 70, um dos filmes de terror mais viscerais de todos os tempos.
O produtor Michael Bay, especialista em lançar blockbusters, bateu o pé até
conseguir fazer um remake digno da produção homônima assinada por Tobe Hooper. Antes, ao
menos outros dois títulos tentaram lucrar em cima do assassino Leatherface
(cara de couro), inclusive uma dirigida pelo próprio Hooper se divertindo
tirando um sarro do próprio trabalho que criou investido no estilo trash.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - O MENINO DO PIJAMA LISTRADO
Ser piegas é um
grande problema no mundo do cinema e mesmo quando um filme não termina com um
felizes para sempre não escapa de ser criticado negativamente de abusar dos
clichês em sua narrativa. É curioso observar a repulsa que sofreu O
Menino do Pijama Listrado (2008) quando estreou. O diretor e roteirista Mark Herman, de Hope Springs – Um Lugar Para Sonhar, adaptou o best-seller homônimo
de John Boyne com o desafio de equilibrar a emoção e a crueldade contidas nas
páginas do livro e conseguiu um resultado para partir os corações até dos mais
insensíveis e deve ser neste objetivo que encontramos as explicações para seu
relativo fracasso. Para o espectador de fim de semana, sair do cinema
entristecido é coisa para metidos a intelectual e estes, por sua vez, colocaram
expectativas demais em cima das adaptações literárias e se geralmente se decepcionam.
É sempre bom lembrar que quando lemos um livro criamos a nossa própria visão da
história em nossa mente, mas quando os escritos se tornam imagens reais estamos
acompanhando a versão sonhada por um diretor que também não realiza tudo da
forma como deseja tendo que adequar seu projeto a questões de orçamento,
publicidade, produção entre outras coisas. Todavia, Herman concluiu um belo
trabalho que ainda muitos precisam tomar coragem para encarar e outros devem
rever para esclarecer certos pontos.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - ANTES DE PARTIR
É curioso como alguns filmes
conseguem equilibrar perfeitamente humor e drama na mesma receita. Mais curioso
ainda é terminar de assistir a uma obra que no fundo é triste e ainda assim se
sentir com o espírito elevado. É no significado dos velhos clichês do viva a
vida intensamente ou de aproveite cada dia como se fosse o último que está o
segredo do sucesso de Antes de Partir (2007), longa que
não ganhou prêmios e teve uma passagem modesta nos cinemas, mas que acabou se
tornando um título grandioso conforme o tempo passou daqueles cujo nome está
sempre na ponta da língua quando se deseja indicar um bom programa no aconchego
do lar. O diretor Rob Reiner já trazia em seu currículo outro trabalho que se
tornou um clássico entre populares, Conta
Comigo, e que guarda certas semelhanças com esta produção protagonizada por
Jack Nicholson e Morgan Freeman. Em ambos ele trabalha com as temáticas da
amizade e da morte e consegue uma excelente mistura entre diversão e reflexão.
terça-feira, 10 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA
O cinema sempre encontrou
na vida de artistas plásticos uma rica fonte de inspiração, afinal são vários
os casos de pintores que viveram de forma excêntrica, embebidos em um clima
boêmio, sofrendo decepções amorosas ou com doenças e até mesmo tendo uma morte
um tanto dolorosa ou curiosa. A dica de hoje é nessa linha, mas guarda certas
particularidades que a destacam. Moça com Brinco de Pérola (2003)
recria a vida, ainda que enfocando determinado período, do pintor holandês
Johannes Vermeer a partir de uma de suas obras que dá título ao filme. Ele não
é um dos mais famosos artistas da área, aliás, pouco conhecido ao menos no
Brasil, mas essa ausência de informação torna a experiência de assistir esta
produção ainda mais interessante.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - JAMES E O PÊSSEGO GIGANTE
Quando falamos em animação em stop-motion logo nos lembramos dos famosos A Noiva Cadáver e A Fuga das Galinhas e até do sombrio O Estranho Mundo de Jack, mas poucos conhecem James e o Pêssego Gigante (1996), uma bela animação utilizando esta antiga e eficiente técnica que foi lançada pela Walt Disney que já considerava a obra como o novo Toy Story. O filme foi lançado cerca de um ano depois da aventura dos brinquedos e era aguardada com ansiedade pelos executivos da empresa, mas acabaram se decepcionando. Fracasso nas bilheterias, o longa não recuperou sua saúde financeira e prestígio nem mesmo com as vendas de fitas VHS e DVDs. Bem, realmente seria difícil dispensar a atenção com um produto como este quando os desenhos computadorizados com seus personagens cheios de energia e piadas na ponta da língua tomam conta do mercado. Mas sempre é tempo de corrigir as injustiças.
domingo, 8 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - AUSTRÁLIA
Quando temos bastante tempo livre é a melhor
oportunidade para finalmente criarmos coragem para assistir aqueles tão
comentados épicos do passado. E o Vento
Levou, Casablanca, Gandhi, O Último Imperador e tantos outros certamente
ainda constam na lista de filmes que um dia muitas pessoas desejam assistir,
mas não precisamos fazer uma sessão de choque e mergulhar fundo no baú
cinematográfico. Existem algumas produções de época mais recentes que merecem
uma avaliação melhor por parte do público e que podem dar o empurrãozinho que
faltava para encorajar os cinéfilos que ainda preterem obras com mais de duas
horas de duração. O Senhor dos Anéis e
Titanic são dois exemplos de filmes
classificados como épicos, mas, convenhamos, eles praticamente já fazem parte
da cultura mundial e até mesmo nos confins do mundo alguém deve ter pelo menos
noção do que eles representam. A dica hoje é assistir Austrália (2008), um
grandioso e requintado trabalho que foi achincalhado pela crítica e
consequentemente pelo público. Se nas salas de cinema ele não foi um estouro,
no conforto do lar com o controle remoto em mãos para algumas paradinhas de
descanso o longa pode funcionar melhor e provar que tem seu valor, embora com
ressalvas.
sábado, 7 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - O PREÇO DO AMANHÃ
A expressão tempo é dinheiro ganhou uma boa
representação cinematográfica pelas mãos do diretor e roteirista Andrew Niccol.
A dica neste sábado é ver a sua visão de futuro em O Preço do Amanhã (2011),
uma eficiente mistura de ação e suspense que de quebra nos faz refletir sobre
como serão as coisas daqui alguns anos. Apesar da embalagem high tech, a
produção se baseia em uma antiga ambição humana: a imortalidade ou até mesmo a
juventude eterna. Já está em pauta entre pesquisadores, sociólogos, cientistas,
políticos, enfim em praticamente todos os setores da sociedade como ficará o
mundo com uma superpopulação, afinal estamos vivendo em uma época em que os
idosos estão vivendo mais e muitas doenças foram erradicadas graças aos
esforços dos campos medicinais. Com menos mortes e muitos nascimentos
diariamente, existe a preocupação se haverá possibilidades de oferecer condições
de vida dignas a tantas pessoas. Neste longa tais assuntos podem ser pinçados
pelo espectador para serem pensados mais tarde, mas no momento em que se está
assistindo o grande tema destacado é a ganância e o sentimento de
superioridade.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - UM OLHAR DO PARAÍSO
Um diretor de
cinema pode escolher entre dois caminhos para definir seu trajeto profissional.
Pode optar por trabalhar com um ou dois gêneros constantes, criar uma legião de
fãs e marcar seu estilo ou atirar para tudo quanto é lado, ganhar seu
dinheirinho e viver no anonimato. Porém, alguns profissionais de trás das
câmeras conseguem transitar bem nos mais variados tipos de filmes, mas o
problema é quando o público petrifica uma imagem deles e passa a repudiar
qualquer “pulada de cerca”. Esse mal está sendo vivido por Peter Jackson que
virou um nome quente em hollywood após o sucesso da saga O Senhor dos Anéis, assim tornando-se um sinônimo de megaproduções
e efeitos especiais de ponta. Pouca gente sabe que ele começou sua carreira de
forma modesta, apostando inclusive no trash, e ganhou certo prestígio com o
drama Almas Gêmeas muito antes de
enveredar pela fantasia, mas é certo que a recepção pouco calorosa de Um
Olhar do Paraíso (2009) tem a ver com a expectativa que seu nome em um
projeto gera. Nestas férias uma boa dica é rever esta obra ou assistir pela
primeira vez, mas procurando focar atenção na história e não no currículo do
diretor.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - A DAMA DE FERRO
Poderia uma interpretação excepcional salvar um filme ou
simplesmente ela se mostrar muito maior que a produção em si? É um equívoco uma
grande atuação em um longa parcial e irregular? Nesta quinta-feira a dica é
tirar suas próprias conclusões a respeito de A Dama de Ferro (2011),
um polêmico trabalho que enfoca a trajetória política e pessoal da ex-primeira
ministra britânica Margareth Thatcher, uma das mulheres mais importantes na
História política mundial. Críticos do mundo todo se demonstraram pouco
receptivos ao longa chamando-o de medíocre, fraco, tolo, mentiroso,
manipulador, entre outras tantas coisas nada amistosas. Unanimidade mesmo
somente foi o consenso de que mais uma vez a atriz Meryl Streep deu um banho de
talento e competência interpretando a ilustre personalidade e merecidamente foi
laureada na maioria das premiações da temporada. Ela bateu seu próprio recorde
de indicações ao Oscar chegando a nomeação de numero 17 e surpreendeu
conquistando sua terceira estatueta dourada quando todos, inclusive a própria
atriz, acreditavam que só era questão de tempo para a Academia de Cinema lhe
oferecer um troféu pelo conjunto da obra. Felizmente, os membros votantes ainda
têm um ou outro momento de lucidez e premia quem realmente merece sem pensar na
matemática absurda das vezes que um candidato foi indicado ou sagrou-se
vencedor.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - AMOR A TODA PROVA
O gênero da comédia se divide em diversos subgêneros. Temos as produções de humor adolescentes, as românticas, as inteligentes, as de piadas momentâneas e mais um monte de categorias menores que comumente não são catalogadas. Nos últimos anos tem se tornado corriqueiras as comédias dos homens de meia-idade, lembrando que nos anos 90 as mulheres na idade da menopausa também tiveram seu momento de brilhar no campo humorístico tendo como principais representantes Bette Midler e Diane Keaton. Atualmente, Steve Carell é o grande nome masculino dessa vertente cômica e tem acumulado grandes sucessos na área desde que despontou tardiamente em O Virgem de 40 Anos. Cada vez mais experiente na função do cara maduro que precisa urgentemente de uma companheira, o ator mostra mais uma vez seu talento em Amor a Toda Prova (2011).
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