Quando temos bastante tempo livre é a melhor
oportunidade para finalmente criarmos coragem para assistir aqueles tão
comentados épicos do passado. E o Vento
Levou, Casablanca, Gandhi, O Último Imperador e tantos outros certamente
ainda constam na lista de filmes que um dia muitas pessoas desejam assistir,
mas não precisamos fazer uma sessão de choque e mergulhar fundo no baú
cinematográfico. Existem algumas produções de época mais recentes que merecem
uma avaliação melhor por parte do público e que podem dar o empurrãozinho que
faltava para encorajar os cinéfilos que ainda preterem obras com mais de duas
horas de duração. O Senhor dos Anéis e
Titanic são dois exemplos de filmes
classificados como épicos, mas, convenhamos, eles praticamente já fazem parte
da cultura mundial e até mesmo nos confins do mundo alguém deve ter pelo menos
noção do que eles representam. A dica hoje é assistir Austrália (2008), um
grandioso e requintado trabalho que foi achincalhado pela crítica e
consequentemente pelo público. Se nas salas de cinema ele não foi um estouro,
no conforto do lar com o controle remoto em mãos para algumas paradinhas de
descanso o longa pode funcionar melhor e provar que tem seu valor, embora com
ressalvas.
domingo, 8 de julho de 2012
sábado, 7 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - O PREÇO DO AMANHÃ
A expressão tempo é dinheiro ganhou uma boa
representação cinematográfica pelas mãos do diretor e roteirista Andrew Niccol.
A dica neste sábado é ver a sua visão de futuro em O Preço do Amanhã (2011),
uma eficiente mistura de ação e suspense que de quebra nos faz refletir sobre
como serão as coisas daqui alguns anos. Apesar da embalagem high tech, a
produção se baseia em uma antiga ambição humana: a imortalidade ou até mesmo a
juventude eterna. Já está em pauta entre pesquisadores, sociólogos, cientistas,
políticos, enfim em praticamente todos os setores da sociedade como ficará o
mundo com uma superpopulação, afinal estamos vivendo em uma época em que os
idosos estão vivendo mais e muitas doenças foram erradicadas graças aos
esforços dos campos medicinais. Com menos mortes e muitos nascimentos
diariamente, existe a preocupação se haverá possibilidades de oferecer condições
de vida dignas a tantas pessoas. Neste longa tais assuntos podem ser pinçados
pelo espectador para serem pensados mais tarde, mas no momento em que se está
assistindo o grande tema destacado é a ganância e o sentimento de
superioridade.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - UM OLHAR DO PARAÍSO
Um diretor de
cinema pode escolher entre dois caminhos para definir seu trajeto profissional.
Pode optar por trabalhar com um ou dois gêneros constantes, criar uma legião de
fãs e marcar seu estilo ou atirar para tudo quanto é lado, ganhar seu
dinheirinho e viver no anonimato. Porém, alguns profissionais de trás das
câmeras conseguem transitar bem nos mais variados tipos de filmes, mas o
problema é quando o público petrifica uma imagem deles e passa a repudiar
qualquer “pulada de cerca”. Esse mal está sendo vivido por Peter Jackson que
virou um nome quente em hollywood após o sucesso da saga O Senhor dos Anéis, assim tornando-se um sinônimo de megaproduções
e efeitos especiais de ponta. Pouca gente sabe que ele começou sua carreira de
forma modesta, apostando inclusive no trash, e ganhou certo prestígio com o
drama Almas Gêmeas muito antes de
enveredar pela fantasia, mas é certo que a recepção pouco calorosa de Um
Olhar do Paraíso (2009) tem a ver com a expectativa que seu nome em um
projeto gera. Nestas férias uma boa dica é rever esta obra ou assistir pela
primeira vez, mas procurando focar atenção na história e não no currículo do
diretor.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - A DAMA DE FERRO
Poderia uma interpretação excepcional salvar um filme ou
simplesmente ela se mostrar muito maior que a produção em si? É um equívoco uma
grande atuação em um longa parcial e irregular? Nesta quinta-feira a dica é
tirar suas próprias conclusões a respeito de A Dama de Ferro (2011),
um polêmico trabalho que enfoca a trajetória política e pessoal da ex-primeira
ministra britânica Margareth Thatcher, uma das mulheres mais importantes na
História política mundial. Críticos do mundo todo se demonstraram pouco
receptivos ao longa chamando-o de medíocre, fraco, tolo, mentiroso,
manipulador, entre outras tantas coisas nada amistosas. Unanimidade mesmo
somente foi o consenso de que mais uma vez a atriz Meryl Streep deu um banho de
talento e competência interpretando a ilustre personalidade e merecidamente foi
laureada na maioria das premiações da temporada. Ela bateu seu próprio recorde
de indicações ao Oscar chegando a nomeação de numero 17 e surpreendeu
conquistando sua terceira estatueta dourada quando todos, inclusive a própria
atriz, acreditavam que só era questão de tempo para a Academia de Cinema lhe
oferecer um troféu pelo conjunto da obra. Felizmente, os membros votantes ainda
têm um ou outro momento de lucidez e premia quem realmente merece sem pensar na
matemática absurda das vezes que um candidato foi indicado ou sagrou-se
vencedor.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - AMOR A TODA PROVA
O gênero da comédia se divide em diversos subgêneros. Temos as produções de humor adolescentes, as românticas, as inteligentes, as de piadas momentâneas e mais um monte de categorias menores que comumente não são catalogadas. Nos últimos anos tem se tornado corriqueiras as comédias dos homens de meia-idade, lembrando que nos anos 90 as mulheres na idade da menopausa também tiveram seu momento de brilhar no campo humorístico tendo como principais representantes Bette Midler e Diane Keaton. Atualmente, Steve Carell é o grande nome masculino dessa vertente cômica e tem acumulado grandes sucessos na área desde que despontou tardiamente em O Virgem de 40 Anos. Cada vez mais experiente na função do cara maduro que precisa urgentemente de uma companheira, o ator mostra mais uma vez seu talento em Amor a Toda Prova (2011).
terça-feira, 3 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - A.I. - INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Existem filmes que demoram
anos para serem lançados não pelo motivo de problemas com a produção, mas
simplesmente pelo capricho de seus realizadores na ânsia de criarem um marco
cinematográfico. Stanley Kubrick é responsável por obras emblemáticas como Laranja Mecânica e passava até mesmo
anos trabalhando em cima de um mesmo projeto até que o considerasse perfeito,
mas não viveu para ver sua última criação sair do papel. Já Steven Spielberg se
acostumou a lançar filmes em curtos espaços de tempo com produções complicadas
alternando com obras mais simplórias, assim agradando as platéias que só querem
se divertir e aquelas que desejam um produto com mais conteúdo e de quebra
mantendo seu nome em evidência constantemente. Era um sonho de ambos um dia
poderem dividir os créditos de uma mesma produção, mas o falecimento de Kubrick
jogou o projeto no limbo. Ou melhor, por pouco isso mesmo aconteceu. Como forma
de homenagear o colega, o homem que tornou real as imagens de alienígenas e até
ressuscitou os dinossauros assumiu as rédeas de A.I. – Inteligência Artificial (2001),
um longa que dividiu e ainda divide as opiniões de especialistas e do público. segunda-feira, 2 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - AS HORAS
Existem produções que participam do Oscar e que marcam mesmo sem ter arrebatado os votantes da Academia de Cinema. Detentor apenas do prêmio de Melhor Atriz, dado à Nicole Kidman, o filme As Horas (2002) é uma das grandes atrações que ao longo da história participaram desta festa, mas que acabaram não recebendo o devido valor. Tudo bem, o páreo na época era duro, mas o fato de até o roteiro ter sido ignorado é um fato inexplicável. Baseado na obra homônima do escritor Michael Cunningham, a história adaptada por David Hare e dirigida por Stephen Daldry, de Billy Elliot, felizmente foi reconhecida em outras premiações. Desenvolvido em três épocas distintas, mas ainda assim mantendo elementos entre si que permitem narrativas paralelas e fragmentadas, o longa é poesia pura não só em seus diálogos, mas também em suas belíssimas cenas.
domingo, 1 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - O CASTELO ANIMADO
Você já não aguenta mais a mais a
metralhadora de piadas e referências e os personagens hiperativos que compõem a
maioria das animações atuais? O traço perfeitinho e as cores fortes também não
te impressionam mais? Prepare-se, a temporada de desenhos quase idênticos nos
cinemas está aberta, mas você pode fazer um programa diferente em casa mesmo
alugando ou comprando O Castelo Animado (2004), mais um trabalho
sofisticado, inteligente e ao mesmo tempo de uma simplicidade ímpar de Hayao
Miyazaki, o responsável pelo também aclamado A Viagem de Chihiro. Aliás, ambos os filmes guardam semelhanças
visuais inegáveis, mas isso não é um problema. É sempre um prazer acompanhar
uma bela narrativa contada através de imagens de encher os olhos e personagens
fantásticos que diferem totalmente do maçante estilo de animação que impera
atualmente. Não que tais produtos sejam ruins, pelo contrário, existem vários
primorosos, mais já chegamos a um ponto que até os temas se repetem ou alguém
já se esqueceu da coqueluche que foram os desenhos cuja ambientação era o fundo
do mar? Para não puxar a sardinha totalmente para o lado oriental do assunto, é
preciso destacar que o filme aqui indicado guarda semelhanças com o enredo de A Bela e a Fera que apesar de ser um
clássico literário teve sua fama imortalizada pela Disney.
sábado, 30 de junho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - O EXORCISMO DE EMILY ROSE
Já é tradição para muitas pessoas trocar a balada dos sábados a
noite por uma boa sessão de cinema, sendo que pelo menos entre os jovens o
gênero predileto são os de terror ou suspense acerca de mistérios do além. Um
boa pedida para esse primeiro sábado de férias é O Exorcismo de Emily Rose (2005),
uma interessante mistura de horror e drama de tribunal que chegou na época do
seu lançamento a ser anunciada como um dos melhores filmes de terror dos
últimos tempos, mas ainda não alcançou o status de O Exorcista e talvez jamais chegará a tal ponto. Porém, isso de
forma alguma desmerece este trabalho assinado por Scott Derrickson, que não
tinha um currículo muito atraente acumulando o roteiro de Lenda Urbana 2 e direção de um dos episódios de Hellraiser. Bem, intimidade com o gênero
ele tem, mas prova aqui que não precisa se rebaixar a escrever tramas bobocas
para assustar adolescentes. Ele escreveu o roteiro em parceria com Paul Harris
Boardman e ambos devem ter virado noites assistindo os clássicos de terror dos
anos 70, época em que o público chegava a não dormir por várias noites após
assistir produções como A Profecia e
o já citado clássico de William Friedkin. O produto que eles criaram exala
nostalgia e veio em boa hora para suprir um mercado que na época já estava
saturado dos fantasmas dos remakes orientais e de suas próprias cópias
originais que invadiram o mundo ocidental. A recepção foi muito positiva, mas
obviamente não tão impactante como um lançamento do tipo a 30 ou 40 anos atrás.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - QUERO MATAR MEU CHEFE
Finalmente as férias de julho estão começando para muita
gente. Embora o período seja de descanso muito mais para as crianças e
adolescentes, sempre alguns adultos têm a sorte de tirar uns dias de descanso
nessa época, seja apelando para a idéia de que precisam aproveitar um pouco a
companhia dos filhos ou sacrificando alguns dias que poderiam tirar mais para
frente passando um mês inteirinho de pernas pro ar. O fato é que muitos já
estão cansados das broncas e ordens dos patrões, assim a pedida para começar
bem as férias é se divertir com Quero Matar Meu Chefe (2011), mais um exemplar
da corrente de humor negro e politicamente incorreto que pegou de jeito o
cinema americano e que busca agradar o público na casa dos 20 aos 40 anos, mas
que acaba fazendo a diversão de todas as idades. Ok, não é uma opção
aconselhável para crianças, mas os adolescentes com certeza vão curtir. Basta
trocar a imagem do chefe pelo professor. Quem na hora da raiva nunca pensou em
castigar um deles?
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