DVDs - Submarino.com.br

quarta-feira, 18 de julho de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - GÊNIO INDOMÁVEL

Os gênios incompreendidos sempre intrigaram a ciência e fascinaram cineastas que enxergaram em diversas histórias verídicas um material fértil para ser transformado em filmes. Curiosamente, um dos trabalhos mais lembrados do tipo nasceu das mentes de dois jovens completamente sadios, mas que se achavam verdadeiros peixes fora d’água no mundo em que viviam. Os hoje mundialmente famosos Matt Damon e Ben Affleck já se conheciam desde a infância e batalharam paralelamente pelos seus espaços no mundo do cinema, mas até meados dos anos 90 só recebiam convites para produções convencionais e na maioria das vezes nas quais os jovens eram retratados de modo estereotipado ou debochado. Juntos eles resolveram criar o próprio roteiro dos sonhos, onde teriam a chance de retratar a geração a qual pertenciam de maneira mais realista, uma turma que tem sonhos, dúvidas, raiva, amor e inteligência, mas que nem sempre encontra apoio para mostrar seus talentos ou ser o que gostaria. O destino ajudou e os escritos chegaram às mãos do ator Robin Williams que fez a ponte para transformar o sonho dos dois rapazes em realidade. Assim começou a trajetória de sucesso de Gênio Indomável (1997), longa que enfrentou com bravura a pressão do Titanic nas principais premiações do período chegando a ser apontado como um forte candidato as principais categorias do Oscar.

terça-feira, 17 de julho de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - SOBRE MENINOS E LOBOS

Um filme que trabalha com temas espinhosos como assassinato, pedofilia e traição e que deseja manter a tensão em alta do início ao fim precisa obrigatoriamente conter tiroteios, sangue, cenas fortes, muito palavrão e quem sabe o ato corajoso de colocar um ator-mirim para dar mais credibilidade ao assunto do abuso sexual infantil. Bem, essa é a receita básica dos diretores que se aventuram no mundo do suspense, mas quem tem um currículo repleto de sucessos com certeza procura de todas as formas fugir do lugar comum e surpreender às avessas. Investindo em uma excepcional mescla dos gêneros drama e policial, Clint Eastwood construiu Sobre Meninos e Lobos (2003), um dos filmes mais comentados da temporada de premiações de 2004 sem precisar chocar o público com imagens, mas sim com um roteiro forte e interpretações idem. Lançado em uma época em que o cinema estava no auge da invasão de magos, duendes e outras criaturas fantásticas, obviamente este trabalho não fez fortuna e até hoje muitos não tiveram coragem em assisti-lo. Não é a toa que a carga pesada de sentimentos contida no enredo seja a grande marca desta obra, agindo de forma negativa e ao mesmo tempo positiva para a vida útil do mesmo. De qualquer jeito, este é um daqueles títulos que ficam martelando em nossa cabeça até que arriscamos a sobreviver a esta imersão triste e angustiante proporcionada por um filme reflexivo e relativamente de difícil digestão.  

segunda-feira, 16 de julho de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - OS DESCENDENTES

Todos os anos ao menos uma produção pequena e que possivelmente passaria pelos cinemas em brancas nuvens é acolhida pela alta temporada das premiações e ganha um gás em sua campanha de divulgação. Ter George Clooney como protagonista é um bônus a mais em Os Descendentes (2011), mas o que chama a atenção em seus créditos é o nome Alexander Payne, diretor e roteirista que ainda pode vir a ser conhecido como uma grife cinematográfica tal qual Woody Allen ou os irmãos Coen. Este profissional teve uma ascensão rápida na carreira, embora em pouco mais de uma década tenha se envolvido em apenas quatro projetos. Para ele vale mais qualidade que quantidade. Seu nome ganhou a atenção dos holofotes timidamente com a pequena projeção que tiveram A Eleição e As Confissões de Schmidt, mas ganhou brilho quando Sideways – Entre Umas e Outras conquistou indicações importantes para o Oscar, embora muitos considerem que os críticos ficaram embriagados com a tal viagem etílica proporcionada pelo cineasta. Na realidade, enquanto muitos quebram a cabeça buscando a fama através do emprego cada vez maior de tecnologias nas filmagens, Payne segue o caminho inverso. Minimalista e emotivo, histórias e personagens são suas matérias-primas e talvez esses sejam também os empecilhos de seus projetos que acabam encontrando injustamente resistência por certa parte do público que ainda liga a idéia de prêmios apenas as superproduções.

domingo, 15 de julho de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - OS PRODUTORES

Os musicais ressurgiram com fôlego renovado nos anos 2000 e o público foi apresentado a um novo estilo do gênero que une as características tradicionais a certas inovações. Tivemos o amor cantado em prosa e verso de Moulin Rouge, a crítica e o sarcasmo implícito de Chicago e Hairspray e ainda o apelo popular das canções famosas e nostálgicas que embalam Mamma Mia!. A dica neste domingo é dar um pouco de atenção a um representante da categoria que tem toda a pompa e requinte necessários para agradar aos fãs cativos do gênero e novos espectadores, mas que infelizmente não fez o sucesso esperado. Os Produtores (2005) é a refilmagem de Primavera Para Hitler, uma comédia dos anos 60 dirigida por Mel Brooks e vencedora do Oscar de roteiro original. Bem, a produção assinada por Susan Stroman foi bastante elogiada e concorreu a alguns prêmios, mas foi totalmente desprezada pela Academia de Cinema e consequentemente pelo público que preferiu ir ao cinema ver os longas oscarizáveis da temporada. Uma pena, mas uma falha que felizmente pode ser corrigida nestas férias caso ainda não tenham assistido. E mesmo quem já viu poderá se divertir novamente.

sábado, 14 de julho de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - CONTÁGIO

Hollywood já destruiu o mundo através de catástrofes naturais, invasões alienígenas, choque entre a Terra e gigantescos meteoros, eventos inexplicáveis e até conseguiu imaginar a extinção da humanidade em um futuro bem distante quando o Sol se apagar definitivamente. O apocalipse também pode vir através das ações e reações desmedidas dos seres humanos e é isso que nos mostra Contágio um suspense que bebe na fonte das guerras epidemiológicas, um tema que foi bastante usado entre os anos 80 e 90, épocas em que a ciência e a medicina conseguiram grandes avanços no combate de doenças que eram fatais, mas em contrapartida novos vírus e bactérias surgiram para aterrorizar a população mundial. Quem já está na casa dos vinte anos hoje em dia certamente lembra, por exemplo, o pânico que foi causado pela descoberta do vírus Ebola e os produtores americanos correram para lançar filmes medíocres a toque de caixa explorando o filão, o que colaborou para que esse tipo de produção fosse tachada de trash e sobrevivesse no mercado de vídeo apenas. Até hoje uma ou outra bomba é lançada diretamente em DVD, mas felizmente ainda há mentes brilhantes no cinemão ianque que podem dar um sopro de vida aos gêneros combalidos.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA

O programa oficial de qualquer sexta-feira 13 é curtir um bom filme de terror e a dica de hoje é um trabalho que não é excepcional, mas também está longe de ser o lixo que a crítica tratou de propagar, mas fazer o quê se a própria distribuidora tratou de manchar a imagem do seu produto postergando sua estréia no Brasil pro quase dois anos. O Massacre da Serra Elétrica (2003) é uma refilmagem que ao mesmo tempo em que é um caça-níquel também presta uma homenagem e não mancha a imagem da obra original lançada em meados dos anos 70, um dos filmes de terror mais viscerais de todos os tempos. O produtor Michael Bay, especialista em lançar blockbusters, bateu o pé até conseguir fazer um remake digno da produção homônima assinada por Tobe Hooper. Antes, ao menos outros dois títulos tentaram lucrar em cima do assassino Leatherface (cara de couro), inclusive uma dirigida pelo próprio Hooper se divertindo tirando um sarro do próprio trabalho que criou investido no estilo trash.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - O MENINO DO PIJAMA LISTRADO

Ser piegas é um grande problema no mundo do cinema e mesmo quando um filme não termina com um felizes para sempre não escapa de ser criticado negativamente de abusar dos clichês em sua narrativa. É curioso observar a repulsa que sofreu O Menino do Pijama Listrado (2008) quando estreou. O diretor e roteirista Mark Herman, de Hope Springs – Um Lugar Para Sonhar, adaptou o best-seller homônimo de John Boyne com o desafio de equilibrar a emoção e a crueldade contidas nas páginas do livro e conseguiu um resultado para partir os corações até dos mais insensíveis e deve ser neste objetivo que encontramos as explicações para seu relativo fracasso. Para o espectador de fim de semana, sair do cinema entristecido é coisa para metidos a intelectual e estes, por sua vez, colocaram expectativas demais em cima das adaptações literárias e se geralmente se decepcionam. É sempre bom lembrar que quando lemos um livro criamos a nossa própria visão da história em nossa mente, mas quando os escritos se tornam imagens reais estamos acompanhando a versão sonhada por um diretor que também não realiza tudo da forma como deseja tendo que adequar seu projeto a questões de orçamento, publicidade, produção entre outras coisas. Todavia, Herman concluiu um belo trabalho que ainda muitos precisam tomar coragem para encarar e outros devem rever para esclarecer certos pontos.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - ANTES DE PARTIR

É curioso como alguns filmes conseguem equilibrar perfeitamente humor e drama na mesma receita. Mais curioso ainda é terminar de assistir a uma obra que no fundo é triste e ainda assim se sentir com o espírito elevado. É no significado dos velhos clichês do viva a vida intensamente ou de aproveite cada dia como se fosse o último que está o segredo do sucesso de Antes de Partir (2007), longa que não ganhou prêmios e teve uma passagem modesta nos cinemas, mas que acabou se tornando um título grandioso conforme o tempo passou daqueles cujo nome está sempre na ponta da língua quando se deseja indicar um bom programa no aconchego do lar. O diretor Rob Reiner já trazia em seu currículo outro trabalho que se tornou um clássico entre populares, Conta Comigo, e que guarda certas semelhanças com esta produção protagonizada por Jack Nicholson e Morgan Freeman. Em ambos ele trabalha com as temáticas da amizade e da morte e consegue uma excelente mistura entre diversão e reflexão.

terça-feira, 10 de julho de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA

O cinema sempre encontrou na vida de artistas plásticos uma rica fonte de inspiração, afinal são vários os casos de pintores que viveram de forma excêntrica, embebidos em um clima boêmio, sofrendo decepções amorosas ou com doenças e até mesmo tendo uma morte um tanto dolorosa ou curiosa. A dica de hoje é nessa linha, mas guarda certas particularidades que a destacam. Moça com Brinco de Pérola (2003) recria a vida, ainda que enfocando determinado período, do pintor holandês Johannes Vermeer a partir de uma de suas obras que dá título ao filme. Ele não é um dos mais famosos artistas da área, aliás, pouco conhecido ao menos no Brasil, mas essa ausência de informação torna a experiência de assistir esta produção ainda mais interessante.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

FESTIVAL DE FÉRIAS - JAMES E O PÊSSEGO GIGANTE

Quando falamos em animação em stop-motion logo nos lembramos dos famosos A Noiva Cadáver e A Fuga das Galinhas e até do sombrio O Estranho Mundo de Jack, mas poucos conhecem James e o Pêssego Gigante (1996), uma bela animação utilizando esta antiga e eficiente técnica que foi lançada pela Walt Disney que já considerava a obra como o novo Toy Story. O filme foi lançado cerca de um ano depois da aventura dos brinquedos e era aguardada com ansiedade pelos executivos da empresa, mas acabaram se decepcionando. Fracasso nas bilheterias, o longa não recuperou sua saúde financeira e prestígio nem mesmo com as vendas de fitas VHS e DVDs. Bem, realmente seria difícil dispensar a atenção com um produto como este quando os desenhos computadorizados com seus personagens cheios de energia e piadas na ponta da língua tomam conta do mercado. Mas sempre é tempo de corrigir as injustiças.

Você também pode gostar de:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...