Um diretor de
cinema pode escolher entre dois caminhos para definir seu trajeto profissional.
Pode optar por trabalhar com um ou dois gêneros constantes, criar uma legião de
fãs e marcar seu estilo ou atirar para tudo quanto é lado, ganhar seu
dinheirinho e viver no anonimato. Porém, alguns profissionais de trás das
câmeras conseguem transitar bem nos mais variados tipos de filmes, mas o
problema é quando o público petrifica uma imagem deles e passa a repudiar
qualquer “pulada de cerca”. Esse mal está sendo vivido por Peter Jackson que
virou um nome quente em hollywood após o sucesso da saga O Senhor dos Anéis, assim tornando-se um sinônimo de megaproduções
e efeitos especiais de ponta. Pouca gente sabe que ele começou sua carreira de
forma modesta, apostando inclusive no trash, e ganhou certo prestígio com o
drama Almas Gêmeas muito antes de
enveredar pela fantasia, mas é certo que a recepção pouco calorosa de Um
Olhar do Paraíso (2009) tem a ver com a expectativa que seu nome em um
projeto gera. Nestas férias uma boa dica é rever esta obra ou assistir pela
primeira vez, mas procurando focar atenção na história e não no currículo do
diretor.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - A DAMA DE FERRO
Poderia uma interpretação excepcional salvar um filme ou
simplesmente ela se mostrar muito maior que a produção em si? É um equívoco uma
grande atuação em um longa parcial e irregular? Nesta quinta-feira a dica é
tirar suas próprias conclusões a respeito de A Dama de Ferro (2011),
um polêmico trabalho que enfoca a trajetória política e pessoal da ex-primeira
ministra britânica Margareth Thatcher, uma das mulheres mais importantes na
História política mundial. Críticos do mundo todo se demonstraram pouco
receptivos ao longa chamando-o de medíocre, fraco, tolo, mentiroso,
manipulador, entre outras tantas coisas nada amistosas. Unanimidade mesmo
somente foi o consenso de que mais uma vez a atriz Meryl Streep deu um banho de
talento e competência interpretando a ilustre personalidade e merecidamente foi
laureada na maioria das premiações da temporada. Ela bateu seu próprio recorde
de indicações ao Oscar chegando a nomeação de numero 17 e surpreendeu
conquistando sua terceira estatueta dourada quando todos, inclusive a própria
atriz, acreditavam que só era questão de tempo para a Academia de Cinema lhe
oferecer um troféu pelo conjunto da obra. Felizmente, os membros votantes ainda
têm um ou outro momento de lucidez e premia quem realmente merece sem pensar na
matemática absurda das vezes que um candidato foi indicado ou sagrou-se
vencedor.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - AMOR A TODA PROVA
O gênero da comédia se divide em diversos subgêneros. Temos as produções de humor adolescentes, as românticas, as inteligentes, as de piadas momentâneas e mais um monte de categorias menores que comumente não são catalogadas. Nos últimos anos tem se tornado corriqueiras as comédias dos homens de meia-idade, lembrando que nos anos 90 as mulheres na idade da menopausa também tiveram seu momento de brilhar no campo humorístico tendo como principais representantes Bette Midler e Diane Keaton. Atualmente, Steve Carell é o grande nome masculino dessa vertente cômica e tem acumulado grandes sucessos na área desde que despontou tardiamente em O Virgem de 40 Anos. Cada vez mais experiente na função do cara maduro que precisa urgentemente de uma companheira, o ator mostra mais uma vez seu talento em Amor a Toda Prova (2011).
terça-feira, 3 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - A.I. - INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Existem filmes que demoram
anos para serem lançados não pelo motivo de problemas com a produção, mas
simplesmente pelo capricho de seus realizadores na ânsia de criarem um marco
cinematográfico. Stanley Kubrick é responsável por obras emblemáticas como Laranja Mecânica e passava até mesmo
anos trabalhando em cima de um mesmo projeto até que o considerasse perfeito,
mas não viveu para ver sua última criação sair do papel. Já Steven Spielberg se
acostumou a lançar filmes em curtos espaços de tempo com produções complicadas
alternando com obras mais simplórias, assim agradando as platéias que só querem
se divertir e aquelas que desejam um produto com mais conteúdo e de quebra
mantendo seu nome em evidência constantemente. Era um sonho de ambos um dia
poderem dividir os créditos de uma mesma produção, mas o falecimento de Kubrick
jogou o projeto no limbo. Ou melhor, por pouco isso mesmo aconteceu. Como forma
de homenagear o colega, o homem que tornou real as imagens de alienígenas e até
ressuscitou os dinossauros assumiu as rédeas de A.I. – Inteligência Artificial (2001),
um longa que dividiu e ainda divide as opiniões de especialistas e do público. segunda-feira, 2 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - AS HORAS
Existem produções que participam do Oscar e que marcam mesmo sem ter arrebatado os votantes da Academia de Cinema. Detentor apenas do prêmio de Melhor Atriz, dado à Nicole Kidman, o filme As Horas (2002) é uma das grandes atrações que ao longo da história participaram desta festa, mas que acabaram não recebendo o devido valor. Tudo bem, o páreo na época era duro, mas o fato de até o roteiro ter sido ignorado é um fato inexplicável. Baseado na obra homônima do escritor Michael Cunningham, a história adaptada por David Hare e dirigida por Stephen Daldry, de Billy Elliot, felizmente foi reconhecida em outras premiações. Desenvolvido em três épocas distintas, mas ainda assim mantendo elementos entre si que permitem narrativas paralelas e fragmentadas, o longa é poesia pura não só em seus diálogos, mas também em suas belíssimas cenas.
domingo, 1 de julho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - O CASTELO ANIMADO
Você já não aguenta mais a mais a
metralhadora de piadas e referências e os personagens hiperativos que compõem a
maioria das animações atuais? O traço perfeitinho e as cores fortes também não
te impressionam mais? Prepare-se, a temporada de desenhos quase idênticos nos
cinemas está aberta, mas você pode fazer um programa diferente em casa mesmo
alugando ou comprando O Castelo Animado (2004), mais um trabalho
sofisticado, inteligente e ao mesmo tempo de uma simplicidade ímpar de Hayao
Miyazaki, o responsável pelo também aclamado A Viagem de Chihiro. Aliás, ambos os filmes guardam semelhanças
visuais inegáveis, mas isso não é um problema. É sempre um prazer acompanhar
uma bela narrativa contada através de imagens de encher os olhos e personagens
fantásticos que diferem totalmente do maçante estilo de animação que impera
atualmente. Não que tais produtos sejam ruins, pelo contrário, existem vários
primorosos, mais já chegamos a um ponto que até os temas se repetem ou alguém
já se esqueceu da coqueluche que foram os desenhos cuja ambientação era o fundo
do mar? Para não puxar a sardinha totalmente para o lado oriental do assunto, é
preciso destacar que o filme aqui indicado guarda semelhanças com o enredo de A Bela e a Fera que apesar de ser um
clássico literário teve sua fama imortalizada pela Disney.
sábado, 30 de junho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - O EXORCISMO DE EMILY ROSE
Já é tradição para muitas pessoas trocar a balada dos sábados a
noite por uma boa sessão de cinema, sendo que pelo menos entre os jovens o
gênero predileto são os de terror ou suspense acerca de mistérios do além. Um
boa pedida para esse primeiro sábado de férias é O Exorcismo de Emily Rose (2005),
uma interessante mistura de horror e drama de tribunal que chegou na época do
seu lançamento a ser anunciada como um dos melhores filmes de terror dos
últimos tempos, mas ainda não alcançou o status de O Exorcista e talvez jamais chegará a tal ponto. Porém, isso de
forma alguma desmerece este trabalho assinado por Scott Derrickson, que não
tinha um currículo muito atraente acumulando o roteiro de Lenda Urbana 2 e direção de um dos episódios de Hellraiser. Bem, intimidade com o gênero
ele tem, mas prova aqui que não precisa se rebaixar a escrever tramas bobocas
para assustar adolescentes. Ele escreveu o roteiro em parceria com Paul Harris
Boardman e ambos devem ter virado noites assistindo os clássicos de terror dos
anos 70, época em que o público chegava a não dormir por várias noites após
assistir produções como A Profecia e
o já citado clássico de William Friedkin. O produto que eles criaram exala
nostalgia e veio em boa hora para suprir um mercado que na época já estava
saturado dos fantasmas dos remakes orientais e de suas próprias cópias
originais que invadiram o mundo ocidental. A recepção foi muito positiva, mas
obviamente não tão impactante como um lançamento do tipo a 30 ou 40 anos atrás.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
FESTIVAL DE FÉRIAS - QUERO MATAR MEU CHEFE
Finalmente as férias de julho estão começando para muita
gente. Embora o período seja de descanso muito mais para as crianças e
adolescentes, sempre alguns adultos têm a sorte de tirar uns dias de descanso
nessa época, seja apelando para a idéia de que precisam aproveitar um pouco a
companhia dos filhos ou sacrificando alguns dias que poderiam tirar mais para
frente passando um mês inteirinho de pernas pro ar. O fato é que muitos já
estão cansados das broncas e ordens dos patrões, assim a pedida para começar
bem as férias é se divertir com Quero Matar Meu Chefe (2011), mais um exemplar
da corrente de humor negro e politicamente incorreto que pegou de jeito o
cinema americano e que busca agradar o público na casa dos 20 aos 40 anos, mas
que acaba fazendo a diversão de todas as idades. Ok, não é uma opção
aconselhável para crianças, mas os adolescentes com certeza vão curtir. Basta
trocar a imagem do chefe pelo professor. Quem na hora da raiva nunca pensou em
castigar um deles?
quarta-feira, 30 de maio de 2012
EM CARTAZ... O VINGADOR DO FUTURO (pôster nacional)
Não é só na televisão que nada se cria, tudo se copia. A famosa frase cai como uma luva para a atualidade do cinema hollywoodiano. Cada vez mais produtores, roteiristas e diretores estão revirando o baú de antiguidades cinematográficas e pinçando filmes que marcaram época para ganharem refilmagens. Praticamente concluída sua pós-produção, O Vingador do Futuro é um dos próximos projetos do tipo a invadir as salas de exibição visando alcançar o mesmo sucesso do original protagonizado por Arnold Schwarzenegger em 1990. Baseado em um conto de Philip K. Dick, a história se passa em uma época futura em que os estados de Euromerica e New Shangai lutam pela supremacia. Colin Farrell interpreta Douglas Quaid, um operário de fábrica que suspeita que na verdade é um espião disfarçado, mas não sabe de que lado do conflito está e nem mesmo o que é real. O cartaz nacional destaca a imagem de Farrell, assim como a primeira versão destacava Schwarzenegger . Será que vai fazer barulho? O astro de Por Um Fio entre tantas outras produções de ação e suspense protagonizou recentemente a segunda versão do clássico de terror A Hora do Espanto e se deu mal. Com a direção de Len Wiseman, de Duro de Matar 4.0, a nova aventura futurista tem previsão de estréia no Brasil no início de agosto.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
CANNES 2012 HOMENAGEOU O BRASIL, MAS NÃO O PREMIOU
![]() |
| O diretor Walter Salles compareceu no Festival de Cannes juntamente com o elenco de Na Estrada, seu novo filme que não ganhou prêmios |
Havia certa expectativa que o Brasil conquistaria sua segunda
Palma de Ouro após cinco décadas de jejum de prêmios, mas o Festival de Cannes
2012 já considerou a escolha da nossa terrinha como o país homenageado da
edição uma grande honra. Assim, Walter Salles e seu Na Estrada deixaram o evento sem trazer uma lembrancinha. Por outro
lado, a presença do cineasta brasileiro na disputa do principal prêmio foi uma
das poucas coisas que fizeram o festival ganhar certo destaque este ano por
aqui. O fato é que no mundo inteiro a repercussão do evento como um todo foi
pequena.
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