O cineasta dinamarquês Lars von Trier sempre que lança um filme gera polêmicas, críticas negativas ou elogios rasgados. Um fato curioso é que quando suas obras são lançadas em DVD elas se tornam cults e pouco tempo depois somem do mercado, virando objetos de sonhos de consumo de muitos cinéfilos. Foi assim com Dançando no Escuro, Dogville, Manderlay e Anticristo. O seu estilo é marcante por não fazer concessões e nem pensar em fins lucrativos, pelo menos não em um primeiro momento. Seus trabalhos geralmente expõem uma figura feminina incompreendida em destaque em meio a um ambiente onde os aspectos negativos do ser humano são realçados como mensagens diretas ou indiretas ao próprio espectador, que pode se ofender, não compreender ou encher a boca para dizer que amou um filme que não entendeu absolutamente nada. Confuso, agressivo, melancólico ou louco, o cinema de Trier é único e seu nome é um dos mais cultuados recente da história da sétima arte. O que pouca gente sabe é que o diretor também realizou uma obra nesse moldes que teve seu reconhecimento em sua época, mas que ficou esquecida nos tempos das fitas VHS. Ondas do Destino (1996) só pelo título já vende a idéia de um belo drama com toques de romance, mas é uma produção longe de ser piegas ou feita para agradar multidões. Muito pelo contrário.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
INSANIDADE ESTAMPADA NO ROSTO
Depois que O Exorcista foi lançado em meados dos anos 70, parecia que o ápice do gênero terror havia chegado e que nada mais poderia causar tanto impacto e calafrios. Porém, sempre há uma mente criativa de plantão tentando surpreender e quem sabe tomar tal status para si. O cineasta Stanley Kubrick, figura célebre da história do cinema, teve sua carreira marcada por obras de diferentes estilos, mas sempre com um perfeccionismo impressionante. Depois de sair dos EUA e realizar alguns trabalhos importantes na Inglaterra, ele inovou e optou por uma temática que até então não fazia parte de sua filmografia: o suspense sobrenatural. A iniciativa gerou controvérsias que persistem até hoje. O Iluminado (1980) foi criticado por especialistas e público e até o próprio autor do livro no qual a história se baseia, Stephen King, duvidava da capacidade do diretor em adaptar a obra. O fato é que tanto o livro quanto o filme despertam reações negativas e positivas, mas em uma visão geral, ambos conseguiram reconhecimento como grandes obras com o passar dos anos. A produção acabou inaugurando uma nova vertente ao cinema de horror que agradou aqueles que já naqueles tempos não aguentavam mais os já batidos clichês do gênero. O roteiro nos apresenta a Jack Torrance, um dos personagens mais famosos de Jack Nicholson. Durante um rigoroso inverno, ele é contratado para ser vigia de um hotel que fica inativo durante a temporada e leva junto sua esposa (Shelley Duvall) e seu filho (Danny Lloyd). O isolamento total acaba se tornando um martírio para essas três pessoas. Aos poucos, acontecimentos inexplicáveis começam a ocorrer e tirar o sossego da família, principalmente quando o garoto passa a ter visões assombrosas com pessoas que também passaram pela experiência de ficarem isolados naquele local e o pai de família passa a agir de modo completamente estranho e agressivo.
domingo, 28 de agosto de 2011
BLOGCINE AGORA COM ÍNDICE DE CONTEÚDO
Agora o Blogcine tem uma novidade para que os leitores possam acessar com mais facilidade as suas principais editorias. Através de guias agrupadas de forma simples e bem visíveis é possível encontrar todos os links para os textos das seções descritas abaixo.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
JULIANNE MOORE, TALENTO E EMOÇÃO A FLOR DA PELE
Existem atores que conseguem transitar muito bem entre o cinema comercial e o mais artístico e ainda seus nomes se tornam sinônimo de qualidade e excelência. Alguns levam essa fama muito a sério e acabam se dedicando a projetos para públicos muito restritos, mas outros têm a sorte de receberem convites tanto para trabalhos que podem ter características mais alternativas quanto para aqueles que têm atrativos para interessar grandes platéias. Julianne Moore é uma das atrizes que conseguem se equilibrar muito bem nessa corda bamba cinematográfica. Muito versátil, sua filmografia inclui comédias, romances, dramas, suspenses e muitos dramas, principalmente nos primeiros anos deste novo milênio período em que vem se dedicando a interpretar mulheres fortes e com conflitos psicológicos ou familiares. A cada novo trabalho ela se supera, até mesmo nos mais simples, e nos faz acreditar sem sombra de dúvidas em suas criações que transbordam emoção, principalmente quando seus olhos expressam todos seus sentimentos sem precisar mencionar uma única palavra. Não é a toa que é uma das intérpretes mais respeitadas e requisitadas atualmente.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
ESQUECERAM DE... VATEL - UM BANQUETE PARA O REI
A história do cinema é marcada por obras que não só enchem os olhos do espectador por apresentar belas imagens, mas algumas também podem dar água na boca e abrir o apetite, tanto é que já existem até publicações e sites dedicados a divulgar os filmes em que as comidas e as refeições não servem apenas como pano de fundo ou adorno, mas assumem posições de coadjuvantes ou até podem se tornar protagonistas do enredo. Com guloseimas e mesas fartas, algumas produções assumem o caráter gastronômico e a direção de arte capricha para criar um visual delicioso e aconchegante. A primeira vista, um cenário requintado é o que nos oferece Vatel - Um Banquete Para o Rei (2000), mas esta obra infelizmente raríssima tem muito mais a nos oferecer do que simplesmente aguçar nosso paladar. Baseando-se em fatos reais da nobreza ocorridos há séculos, o cineasta Roland Joffé construiu um filme que, apesar de ser de época, traz pontos relevantes e contemporâneos, como a busca pela excelência para obter aprovação e sucesso e temas como honra e caráter. Para degustar todo este enredo, basta provar do recheio e não apenas provar a cobertura.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
O CURIOSO CASO DE MAX SCHRECK
Os filmes sobre vampiros fazem sucesso desde os primórdios da sétima arte, tempo em que o cinema era mudo ou era exibido com o acompanhamento de música instrumental ao vivo. Estas criaturas noturnas já ganharam diversas variações e facetas com o passar dos tempos. Sedutores, maquiavélicos, sanguinários, engraçados, tímidos, depressivos ou românticos. Tudo quanto é comportamento já foi incorporado à história dos dentuços em comédias, dramas e principalmente suspenses e terror. Até versões femininas do tipo "rainha dos vampiros" já tivemos. Algumas dessas encarnações ficam muito famosas e só de batermos os olhos já identificamos quem é como no caso da foto acima. Quem é cinéfilo ou pelo menos já teve curiosidade de conhecer um pouco sobre os primeiros anos da atividade cinematográfica certamente reconhece este homem. O ator Max Schreck fez uma personificação tão assustadora de um vampiro na década de 20, tanto no visual quanto no comportamental, que diversas de suas cenas permanecem até hoje vivas no imaginário coletivo, mesmo sendo uma produção sem áudio. Se você acha que este homem caracterizado com perfeição é o protagonista do clássico do expressionismo alemão Nosferatu está enganado. Este é Willem Dafoe caracterizado como o ator do passado, claro que com certa dose de exagero para reforçar a imagem excêntrica e curiosa que impressionava todos no set de filmagem a ponto de acharem que ele realmente era um mordedor de pescoços. Tal lenda é a base de A Sombra do Vampiro, um trabalho do ano 2000 dirigido por E. Elias Merhige que leva o espectador em uma verdadeira viagem no tempo e nos transporta para os bastidores da famosa obra de F. W. Murnau, interpretado nesta homenagem pelo grande John Malkovich, que se mostra tão monstruoso em suas intenções de buscar o sucesso quanto o próprio monstro.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
EM CARTAZ... MOTOQUEIRO FANTASMA 2
Nicolas Cage não anda com a carreira em alta. Com vários projetos fracassados nas bilheterias e malhados pela crítica, o ator está precisando urgentemente de um trabalho relevante em seu currículo. A esperança pode ser Motoqueiro Fantasma 2 que teve seu primeiro pôster divulgado. Não é uma arte que você bate o olho e já sabe do que se trata, como no caso dos filmes do Batman ou Homem-Aranha. Uma corrente pegando fogo não diz muita coisa sobre a produção, mas é bem intrigante A história se passa nove anos após os episódios do primeiro filme, com o herói escondido na região do leste europeu, onde vive isolado até ser obrigado a agir para salvar um menino. A produção só vai estrear em fevereiro tanto nos EUA quanto no Brasil, mas pode haver alterações. Já é previsto também que haverá a disponibilidade da versão 3D nos cinemas.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
TERRENCE MALICK E SUA OBRA-PRIMA MODERNA
Filmes que participam ou vencem festivais já chegam aos cinemas com uma bela propaganda e com um público cheio de expectativas. Quando há um elenco e diretor de peso e o apoio da mídia, principalmente da internet, a ansiedade pelo que está por vir é ainda maior. Recentemente tal movimento de divulgação ocorreu com Melancolia, de Lars von Trier. Agora, os holofotes estão voltados para Terrence Malick e o seu A Árvore da Vida (2011), um título poético para uma obra que destaca a contemplação. O enredo trata da relação entre pai e filho de uma família comum ao longo dos séculos, desde o Big Bang até o fim dos tempos. Assim, o diretor narra uma grande viagem pela história da vida e tenta desvendar seus mistérios ao mesmo tempo em que liga esses temas ao viés familiar mostrando os efeitos da natureza e da fé sobre um grupo de pessoas e sem se preocupar com a época em que a ação se desenvolve. Cada cena pode representar um período. Para alguns, esta narrativa é uma chatice só ou uma criação de algum maluco. Para outros, um verdadeiro espetáculo. Há aqueles que devem esbravejar que odiaram, assim como outros vão encher a boca para dizer que é o melhor filme que já assistiram. Uma coisa é certa: visualmente ninguém pode dizer que se decepcionou. Esse já é um passo para considerar este um dos melhores lançamentos dos últimos tempos, isso para quem é apreciador de um bom cinema.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
VEM AÍ... DEU A LOUCA NA CHAPEUZINHO 2
Depois que Shrek fez sucesso brincando com os contos de fadas, virou moda fazer isso. Assim foi lançado em 2006 Deu a Louca na Chapeuzinho, uma bem humorada nova versão para o conto da menina que vai visitar a avó e acaba tendo problemas com um lobo malvado. Com piadas montadas em cima de uma trama com toques policiais, o desenho fez relativo sucesso e agora ganha sua sequência que acaba de ter sua estréia antecipada nos cinemas brasileiros. O lançamento de Deu a Louca na Chapeuzinho 2 será no início de setembro, pouco mais de um mês antes da data anteriormente selecionada. A troca deve ser proposital para evitar que a produção perca público para outros concorrentes que certamente estrearão próximo ao Dia das Crianças. Na trama, Chapeuzinho Vermelho, agora adolescente, leva uma vida tranquila ao lado das misteriosas Irmãs de Capuz, mas um dia ela é convocada pela agência Felizes para Sempre para tentar descobrir o que aconteceu com João e Maria que estão desaparecidos. Surpreendentemente, ao seu lado nesta investigação está ninguém menos que o lobo mau.
MEIRELLES LANÇA FILME EM TORONTO
Depois do sucesso internacional de Cidade de Deus, o diretor Fernando Meirelles, que chegou a ser indicado ao Oscar de Melhor Diretor pela produção, engatou uma carreira no exterior. Já dirigiu elenco internacional em O Jardineiro Fiel e Ensaio Sobre a Cegueira. Agora ele está prestes a lançar 360, seu mais novo longa, já selecionado para exibição no Festival de Toronto 2011, evento que costuma lançar alguns dos títulos que podem vir a concorrer os principais prêmios do ano seguinte. Baseado na peça teatral "La Ronde", de Arthur Schnitzler, o filme foi rondado em vários países e conta com um elenco internacional de peso. Rachel Weisz, Anthony Hopkins, Jude Law e Ben Foster são algumas das estrelas. Os brasileiros Maria Flor e Juliano Cazarré, muitos conhecidos pelos trabalhos de TV "Aline" e "Insensato Coração", respectivamente. A produção ainda não tem data de estréia em nenhum lugar, mas dependendo do que ocorrer em Toronto, o longa pode estrear entre até o final do ano nos EUA para tentar disputar vagas no Oscar.
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